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Fortaleza
MANUALMENTE

Demolição do edifício Versailles tem ritmo lento e só deve ser concluída até junho

Três anos após acidente que matou dois operários, prédio será demolido para dar espaço a outra construção. Ex-moradores ganharão apartamentos no novo empreendimento

17:38 | 16/04/2018
 
 
(Foto: Heloisa Vasconcelos/ Especial para O POVO)
Dos sete andares iniciais do edifício Versailles, só restam mais cinco. A demolição da estrutura ocorre em ritmo lento e deve acabar até junho deste ano. O prédio, localizado na rua Ana Bilhar, no Meireles, foi palco de uma tragédia em 2015, quando duas pessoas morreram e uma ficou ferida devido ao desabamento de uma das varandas. O edifício vizinho, Amadeus, também será demolido para a construção de um novo empreendimento. 

Conforme Ricardo Ramos, diretor técnico da Reata, empresa responsável pela construção, existe um plano de demolição para o prédio visando a segurança dos operários, de moradores dos arredores e de transeuntes. “Não estamos com pressa para executar todo o processo”, afirma. Ele assegura que o edifício não está “condenado” e que não há riscos de desabamento, já que telas de proteção cercam o prédio e estruturas metálicas seguram os escombros.
A demolição do edifício Amadeus ocorrerá para que o prédio que vai ser construído possa ter uma estrutura maior. O novo empreendimento, chamado Excelsior, será de alto padrão e terá 24 andares, sendo os oito primeiros direcionados aos antigos moradores do Versailles. Os condôminos do prédio vizinho irão morar em outro prédio, na rua Sílvia Paulet. “Foi um negócio bom para os dois lados”, resume Ricardo Ramos.

Uma moradora do Amadeus que preferiu não se identificar considera que a mudança para o novo prédio será positiva. Depois de 25 anos vivendo no mesmo endereço, ela diz que a situação deve melhorar e não tem apego em sair da casa. “Eu já estou com minhas coisas tudo embalada, quando chamarem eu vou”, afirma. 

O acidente em 2015
O desabamento da varanda do segundo andar do edifício Versailles ocorreu no dia 2 de março de 2015, enquanto o prédio passava por reforma. O acidente ocasionou a morte dos servente Valdízio Moreira Nunes e Juvandir José do Nascimento. Raimundo José do Nascimento ficou ferido, foi internado e recebeu alta no dia seguinte.

Ricardo Ramos explica que a falha na estrutura se deu devido a um processo de corrosão. Segundo ele, ao longo dos 28 de existência do edifício, não houve inspeções como é necessário. “Se todo mundo fizesse a sua inspeção predial, nada disso teria acontecido”. Na época, a Prefeitura ainda não havia regulamentado a Lei da Inspeção Predial, o que foi feito apenas em julho do mesmo ano.
 


HELOISA VASCONCELOS