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Após afastamento de delegado, MPCE pede quebra de sigilo de interceptações telefônicas

10:28 | 26/04/2018
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) solicitou à Justiça, nesta quinta-feira, 26, a quebra de sigilo do processo que investiga suposto esquema de corrupção no 34º Distrito Policial. Deflagrada nessa quarta, 25, a Operação Renaut 34 resultou no afastamento do titular do 34º DP, Romério Moreira de Almeida, por 60 dias, além de cumprimentos de mandados de busca e apreensão.

Em nota, o MPCE revela que entre o material que pode ser autorizado para divulgação estão os áudios das interceptações telefônicas entre os suspeitos.

A operação investiga o envolvimento do delegado e do advogado Hélio Nogueira Bernadino em esquema crimonoso que beneficiaria o detento Anderson Rodrigues da Costa, membro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Anderson é acusado de tráfico de drogas e condenado por roubo.

Na operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do delegado e na delegacia, assim como na residência e no escritório do advogado Hélio Nogueira Bernadino.

A cela do detento Anderson Rodrigues da Costa também foi revistada. Ele está preso na Unidade Prisional Desembargador Francisco Adalberto Barros de Oliveira Leal, conhecida como Carrapicho, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

Interceptação telefônica
 
Um contato entre Anderson e o advogado Hélio Bernadino foi flagrado nas interceptações telefônicas. Anderson, que queria recuperar o veículo, perguntou ao advogado quanto seria o pagamento dos serviços advocatícios. Hélio respondeu que custaria R$ 1.500, mesmo valor que deveria ser pago ao delegado Romero de Almeida.

Todos os bens de Anderson que haviam sido apreendidos foram restituídos no dia seginte, incluindo o veículo. De acordo com o MPCE, não foi instaurado o devido inquérito policial, embora o Boletim de Ocorrência tenha mencionado os disparos originados do veículo conduzido por Anderson. o MPCE destaca que o inquérito só foi instaurado pelo delegado Romério de Almeida em outubro de 2017. 

Os suspeitos chegaram a discutir, ainda conforme o MPCE, como agiriam caso precisarem relatar o caso aos investigadores.

Entenda o caso

A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil tomou conhecimento, em janeiro de 2016, de que Anderson Rodrigues faria entrega de drogas nas proximidades da av. Duque de Caxias. A informação surgiu a partir das interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça. 

A polícia montou um cerco, mas o suspeito percebeu, disparou em direção aos policiais e fugiu. Ele deixou um carro Renault de modelo Logan. Apreendido, o veículo foi levado para o 34° DP. Já na delegacia, a polícia encontrou documentos pessoais, aparelhos celulares e uma quantia em dinheiro dentro do veículo. 



Redação O POVO Online
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