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Secretário diz que facção criminosa não teria se mantido no CE se já houvesse Centro de Inteligência

22:47 | 16/03/2018

O secretário de Segurança do Estado, André Costa, relacionou a criação do Centro de Inteligência com as execuções dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca. "Tínhamos duas pessoas foragidas de São Paulo que estavam morando no estado do Ceará e adquirindo bens no nome de laranjas", disse.

[SAIBAMAIS] 

Para André Costa, um dos problemas é a falta de integração das inteligências da Polícia." A informação não é compartilhada. Ninguém recebeu relatório de órgãos federais ou estaduais, que determinadas facções poderiam estar aqui no Ceará. É o que a gente pretende conseguir (com a criação do centro de inteligência). O centro regional é para que a nossa Polícia passe a ter acesso a dados de outros estados e casos como esses (Gegê e Paca) poderiam ter evitados se tivessem as bases integradas de inteligência", relatou. 

 
André Costa citou um caso de dezembro de 2017 em Alagoas, que um foragido do PCC, que morava no maior condomínio de luxo de Maceió e atuava como um empresário do ramo de academias. " Uma investigação da Polícia Federal chegou até ele, que tinha até uma academia. No momento da abordagem houve confronto e o integrante do PCC foi morto", disse o secretário.

"O estado tem suas responsabilidades, mas a União tem as suas também. Sempre a cobrança é repetida. E duas coisas que interferem e poderiam ser evitadas. Bases integradas nacionalmente. A pessoa chega com documento falso expedido do Pará. Usa certidão falsa, impressões digitais e consegue um RG falso. Se nós tivéssemos uma base integrada no Brasil, isso não existiria. A base é só dos estados e não tem como saber as pessoas que tem RGs em outros estados", completou.

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