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Fortaleza
sonegação de impostos

Saiba quem são os denunciados em esquema de fraudes de quase meio bilhão em empresas têxteis

12:33 | 13/03/2018
19 pessoas acusadas de participarem do esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, de um grupo de empresas do setor têxtil local, tornaram-se rés perante a Justiça. A conta da fraude atualmente está em quase meio bilhão de reais (R$ 429 milhões), valores relativos a impostos não pagos ao Fisco Estadual em pelo menos três anos de investigação. Confira lista de denunciados da operação:
 
O SUPOSTO LÍDER DA ORGANIZAÇÃO
1. JOVILSON COUTINHO CARVALHO, 55 anos. Seu paradeiro é desconhecido. É apontado pelos promotores como "idealizador, controlador e líder do esquema voltado para as fraudes fiscais". FORAGIDO

EMPRESÁRIOS QUE SERIAM BENEFICIADOS
2. JOSÉ ORLANDO RODRIGUES DE SENA, 50 anos. Um dos principais empresários do segmento têxtil no Ceará. Seria beneficiário do esquema fraudulento. 
3. MARCUS VENÍCIUS ROCHA SILVA, 55 anos. Presidia o Sindconfecções-Ceará quando foi deflagrada a operação Dissimulare, em setembro do ano passado. 
4. JOSÉ ANTONIO BATISTA DE LIMA, 49 anos. Conhecido como "Zé Batista", apontado como admnistrador de grande parte das empresas de fachada. Seria "braço direito" de Jovilson, conforme a denúncia. 
QUEM SERIA OPERADOR e LARANJA DO ESQUEMA
5. FRANCISCO JOSÉ TIMBÓ FARIAS, empresário, contador. Segundo a denúncia, está "em lugar incerto e não sabido". Atuaria na cooptação de laranjas. Receberia dinheiro por isso. FORAGIDO
6. NATÁLIA DE SOUZA COSTA, 29 anos. Auxiliar administrativa. Atuava, segundo a denúncia na "gerência logística das empresas de fachada". 
7. BRUNO RAFAEL PEREIRA CARVALHO, 35 ANOS. Filho de Jovilson. A denúncia diz que ele era sócio de uma das empresas denunciadas na dívida ativa, ajudaria o pai em serviços administrativos de algumas das empresas e na cooptação de laranjas. 
8. MARIA SORAIA DE ALMEIDA, 29 anos. Uma das que ajudavam na cooptação de "laranjas", teria como  "tarefa principal" a negociata de notas fiscais frias de saída de mercadorias. 
9. SUZY CARDOSO LIMA, 35 anos. Secretária de Jovilson. A denúncia aponta que ela cooptava laranjas e ajudava a forjar a regularização de empresas de fachada. 
10. DANIEL ROCHA DE SOUSA, 43 anos. Era "espécie de gerente das empresas fraudulentas", cooptava laranjas e até "pagava mesadas" a eles. 
11. MIRTES COUTINHO CARVALHO, 60 anos. Irmã de Jovilson, a denúncia diz que a "única missão" dela seria ocultar e dissimular o patrimônio adquirido pelo chefe do esquema". 
12. THAMARA ALMADA DO NASCIMENTO, 26 anos. Sobrinha de Jovilson, também participava do esquema na ocultação de patrimônio. 

OS CONTADORES ENVOLVIDOS
13. CARLOS ANDRÉ MAIA SOUSA, 42 anos. Seria o "chefe da administração contábil e fiscal das empresas de fachada". Atuou como contador em 17 das 27 empresas denunciadas. 
14. FRANCISCO DE ASSIS NETO, 52 ANOS. Técnico em contabilidade, ajudava a constituir formalmente as empresas do esquema fraudador, com o devido gerenciamento contábil e fiscal. Conforme a denúncia, é investigado em 26 inquéritos policiais. Chegou a ser preso em 2004.

OS DELATORES
15. ADOLFO DELMIRO DE SOUSA JÚNIOR, 42 anos. Também atuante nos serviços fiscais, "maquiava" a entrada e saída de mercadoria na contabilidade do esquema. Emprestou o nome como sócio de uma das empresas. Detalhou todo o funcionamento às autoridades, entregando nomes, funções e operações realizadas.
16. GETÚLIO CASTRO OLIVEIRA, 29 anos. Motoboy, também foi um dos delatores. Fazia o tráfego de documentos entre os auditores fiscais e o empresário Jovilson Coutinho. Também emprestou o nome como sócio de uma das empresas.  
17. FRANCISCO C NDIDO DA ROCHA, 54 anos. Também emprestou o nome como sócio das empresas de fachada. Seu depoimento apontou vários detalhes das operações da fraude.

OS FISCAIS INVESTIGADOS (*)
18. PAULO SÉRGIO COUTINHO ALMADA, auditor fiscal, 50 anos. Auditor da Sefaz da Célula de Fiscalização da Mercadoria em Trânsito (Cefit) e irmão do líder do esquema, Jovilson Coutinho. Dentro da Secretaria, desembaraçava os entraves burocráticos das mercadorias adquiridas pelo esquema, facilitando a entrada no Ceará.
19. ANTÔNIO ALVES BRASIL, 53 anos. Auditor da Sefaz, era orientador da Célula de Execução da Administração Tributária na Barra do Ceará. Também agia como facilitador, desviando o rigor na abertura de firmas. Seria remunerado com propinas do esquema, segundo a denúncia.
(*) Por recurso administrativo, os dois auditores foram reintegrados, mas voltaram a trabalhar em funções diferentes.
 

CLáUDIO RIBEIRO