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Governador, presidente do Senado, juiz, promotor e policiais já foram ameaçados no Ceará

Sistema prisional, sobretudo questão dos bloqueadores, é motivo da quase totalidade dos casos

15:37 | 24/03/2018
Fachada da Sejus, com vista da janela marcada por balas
Fachada da Sejus, com vista da janela marcada por balas
[FOTO1]As ameaças por parte de criminosos a agentes públicos se tornaram cada vez mais ousadas e recorrentes no Ceará. Na tentativa de incendiar prédio dos Correios no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, foi deixada mensagem com vários alvos: o governador Camilo Santana (PT), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), a Assembleia Legislativa, a sede do Governo do Estado, bancos e lotéricas, postos de combustíveis, refinarias, antenas de telefonia, rádios e televisão, portos, aeroportos e redes de transmissão de energia elétrica. 
[SAIBAMAIS]
Foi prometida pelos criminosos série de atentados, dos quais o episódio no qual morreram três homens que atacaram a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) parece ter sido o primeiro.

O próprio governador revelou que já havia sofrido ameaça, em abril de 2016. À época, a motivação era a mesma de agora: intenção de bloquear sinal de celulares em presídios.

A Assembleia Legislativa havia aprovado lei para obrigar operadoras de celular a bloquear os sinais em presídios. A medida nunca foi aplicada e é objeto de disputa judicial. Também em abril de 2016, carro com 13 quilos de explosivos foi encontrado estacionado ao lado da Assembleia.
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Em julho do mesmo ano, carta com ameaças ao governador foi encontrada em ônibus incendiado na Barra do Ceará. A mensagem dizia que o Ceará não teria paz e prenunciava o caos no caso de continuar a "opressão no sistema penitenciário".

Presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB) recebeu ameaça no início deste mês. Na calçada em frente à residência do senador em Fortaleza, foi pichada mensagem que indica a mesma motivação por trás: "Presídio mudo, Eunício morto". Em fevereiro, o Senado havia aprovado lei sobre bloqueadores de celulares em presídios.

Profissionais de segurança e Justiça

Nem só políticos têm sido alvo de ameaças de grupos criminosos no Ceará. Em dezembro de 2017, a casa de casal de agentes penitenciários, ela ex-coordenadora do Sistema Penitenciário do Ceará, foi atacada por cinco homens que dispararam tiros de metralhadora. O homem foi atingido no pé.
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Em janeirto, no município de Senador Pompeu, o fórum foi alvo de dois ataques. Criminosos realizaram disparos e deixaram bilhete com ameaças ao juiz, ao promotor de Justiça e ao delegado. Os criminosos exigiam a transferência de um preso. O pedido foi atendido.

 

Para entender o caso:
 
 
 
 
 
 

 


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