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Fortaleza
DHPP

Familiares de vítimas da chacina do Benfica prestam depoimento na Divisão de Homicídios

O pai de uma das vítimas da chacina falou com a reportagem e contou que seu filho trabalhava em uma lotérica e não tinha envolvimento com crimes

17:55 | 13/03/2018

Pai de Carlos Victor. (Foto: Jéssika Sisnando/ O POVO)

Familiares das vítimas da chacina que vitimou sete pessoas no Benfica prestaram depoimento nesta terça-feira, 13, na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Bairro de Fátima.

Na tarde desta segunda, a equipe de reportagem do O POVO esteve na sede da delegacia especializada e presenciou familiares de Carlos Victor Meneses Barros, de 23 anos, chegando na unidade.

O pai de Carlos Victor, Antônio Carlos da Silva Barros, informou que, além dele, a mãe e um amigo da família foram chamados para prestar depoimento. Ele destaca que no dia do crime estava trabalhando e foi acionado por pessoas que estavam à sua procura.

Ele é separado da esposa e Victor morava com a mãe. Ao chegar no apartamento do jovem, ele se deparou com amigos do filho chorando e foi até o local da chacina, no entanto não localizou o corpo de Carlos Victor. Apenas quando se deslocou até a sede da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), o pai teve acesso e reconheceu o corpo do filho. Antônio Carlos disse que muitas pessoas compareceram no sepultamento de Carlos Victor, ao ponto de impedir a aproximação da família do caixão.

O pai de Victor diz que o filho trabalhou em uma lotérica e não tinha envolvimento com crimes. Ele ainda ressaltou que quer que os criminosos permaneçam presos.

JéSSIKA SISNANDO