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Fortaleza
MOBILIZAÇÃO NACIONAL

Carteiros param e agências funcionam em Fortaleza na greve dos Correios

Ainda não foi possível mensurar a quantidade de adesão da mobilização, quais agências foram afetadas e como ficará a situação de postagem e recebimento de encomendas

11:36 | 12/03/2018
A mobilização dos servidores dos servidores dos Correios no Ceará, começou na madrugada desta segunda-feira, 12. As agências estão funcionando normalmente, e a mobilização concentra-se nos carteiros, segundo a assessoria dos Correios. As reivindicações são contra a mudança do plano de saúde, que preveem que o colaborador pague uma taxa de 25%, além da retirada dos dependentes. Desde às 22 horas deste domingo, 11, os Correios estão em greve nacional. 
 
(Foto: Reprodução / Agência Brasil)
 
O membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares no Ceará (Sintect-CE) Avelino Rocha, diz que as outras reivindicações são contra a terceirização do trabalho, que objetiva "camuflar" a falta de funcionários, colocando um entregador apenas duas vezes por semana e melhores condições de trabalho. Além de lutarem contra a privatização estatal, redução do quadro de funcionários por meio do plano de demissão, dentre outras.

Avelino Rocha explicou que ainda não é possível calcular o número de adesão da greve, mas que haverá reunião com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), hoje, 12, às 13h30,  para discutir sobre reivindicações. "Caso eles entendam e aceitem nossas solicitações a greve acaba hoje, caso contrário, é greve por tempo indeterminado". 
 
Em relação ao número de adesão da greve, situação de entrega e postagens de encomendas e tempo de duração da mobilização, os Correios informaram que ainda estão coletando os dados, e que enviarão atualizações à medida em que tiverem as informações.  
  
Em nota, os Correios informaram que: "A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. A estatal esclarece à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação iniciada nesta segunda-feira (12), foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos".

MARCELA BENEVIDES