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Atos na Gentilândia lembram Marielle e vítimas da chacina do Benfica; veja galeria de fotos

A vereadora carioca foi assassinada na noite de quarta, no Centro do Rio de Janeiro. Marielle era ligada à luta em defesa dos direitos humanos. A chacina do Benfica aconteceu há uma semana; sete foram mortos

21:45 | 15/03/2018
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Atos contra a violência ecoaram nas praças da Gentilândia e João Gentil, no bairro Benfica, na Capital, na noite desta quinta-feira, 15. Centenas de pessoas lembraram a vereadora carioca Marielle Franco, 38, do Psol, morta nesta quarta-feira, 14. A manifestação antecedeu o ato ecumênico em memória das
sete vítimas da chacina do Benfica, uma semana após a matança. Reuniram-se religiosos do Espiritismo, da Umbanda e das igrejas Evangélica e Católica. 
 
[FOTO1] 
Sob brados de "nenhum minuto de silêncio, mas uma vida inteira de luta", militantes, políticos, representantes de movimentos sociais, sindicatos e partidos se juntaram a universitários e demais comovidos pela morte de Marielle. As centenas não foram estimadas pelo Psol, que organizou o ato.

[SAIBAMAIS] 
A agenda integrou o calendário de manifestações que aconteceram no País. ao longo do dia. Mariana Lacerda, militante da Marcha Mundial das Mulheres, lembrou a trajetória e a representatividade de Marielle.
 
“Uma mulher preta, da classe popular. Ela representa milhões de mulheres que batalham e fazem a diferença quando optam pela luta e não se calam. Ela denunciou o que tem acontecido após a intervenção no Rio de Janeiro, fruto do golpe, fruto desse recrudescimento do País”, frisa Mariana.
 
Presidente do Psol do Ceará, Ailton Lopes destacou a posição crítica de Marielle contra a intervenção federal no Rio. Ela participaria de comissão fiscalizadora das ações militares. "Não foi um crime qualquer. Foi um assassinato brutal, uma execução planejada. Querem disfarçar, como se fosse um latrocínio, mas está muito claro pra nós que foi um crime político", pontuou.
 
"Quantas deputadas negras e faveladas nós temos? Ela foi exceção: a mulher mais votada no Rio, na última eleição. Ela lutava por dignidade e cidadania, às quais todos têm direito e que não são levadas às periferias. O direito à defesa e à luta foram alvejados. Direito humano é direito a vida. Para isso, não é preciso ser de direita ou esquerda", completou Ailton. 
 
O crime 
Marielle foi morta a tiros na noite da última quarta feira, 14, no bairro do Estácio, Rio de Janeiro. Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado no atentado e morreu. Ela era reconhecida por luta em defesa dos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores das periferias. O crime teve repercussão mundial. 
 
A vereadora foi assassinada com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando os criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes. 

Marielle Franco foi a quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016. "Ela denunciava as violações dos direitos humanos e  foi executada numa cidade sob intervenção federal”, manifestou-se Renato Roseno, deputado estadual licenciado (PSOL) e que viajou para o Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira para acompanhar a despedida à Marielle.
 
 
“Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo”, informou o partido, em nota. 

Também nas mídias sociais, Marielle classificou o 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro de "Batalhão da morte". "O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. Chega de esculachar a população! Chega de matarem nossos jovens", escreveu.
 
 
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