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"Quem conquistar o Ceará conquista o Nordeste", diz ministro da Justiça sobre tráfico de drogas

Torquato Jardim afirmou ainda que não há necessidade de intervenção no Ceará

14:35 | 19/02/2018
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Ao comentar o envio de força-tarefa policial para o Ceará, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que a medida se justifica devido à posição estratégica que o Estado ocupa no tráfico de drogas da região Nordeste.

 

“Quem conquistar o Ceará conquista o Nordeste”, afirmou ele sobre a importância do Estado para a rota do crime organizado. A situação do Ceará, para o ministro, é de guerra de segurança pública. Entretanto, ele diz que não há quebra da hierarquia da autoridade das instituições.

 

Torquarto explicou a vinda de militares para o Ceará em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 19. Ele afirma que a situação do Estado não pede intervenção, como no Rio de Janeiro. A tropa que foi mandada ao Estado ajudará com inteligência e força tática em operações contra o crime organizado. A ajuda foi solicitada pelo governador Camilo Santana (PT). 


O presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB), vai atuar como ponte entre o Governo do Estado e o Governo Federal. O ministro frisou que a tropa será importante nas investigações realizadas no Ceará. Torquato diz ainda que cabe ao Governo Federal “trazer a paz de volta” para os estados brasileiros que passam por crise de segurança.

 

“Por razões de maiores explicações, lamentavelmente, o Ceará é, para o crime organizado, o centro geográfico. Quem conquistar o Ceará conquista o Nordeste. É, portanto, uma guerra de segurança pública. Por isso, estamos mandando uma força auxiliar tática e de inteligência de informação”, afirmou Torquato Jardim.

 

Decreto
Foram enviados ao Ceará 26 homens da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública. Os oficiais saíram de Brasília ontem, às 22h30min, e já estão em Fortaleza. O grupo é chefiado pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional da Segurança Pública, e ainda não tem data para retornar à capital do País, prestando serviço pelo tempo que for necessário.

 

Redação O POVO Online

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