PUBLICIDADE
Notícias

Movimento acadêmico anuncia mobilização contra homicídios de jovens no Ceará

Mais de 30 laboratórios, grupos de pesquisa e projetos de extensão participam da iniciativa assinando nota de repúdio à violência cotidiana vivenciada no Estado

17:40 | 24/02/2018
NULL
NULL
[FOTO1]Professores e pesquisadores de várias universidade do Estado, estão promovendo um conjunto de atividades em mobilização contra o aumento do número de homicídios de jovens no Ceará. A organização espera sensibilizar a comunidade acadêmica e é apoiada por organizações do terceiro setor e pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolesncência (CCPHA).

O "Movimento cada vida importa: a universidade na presevenção e enfrentamento a violência no Ceará", inicia sua programação na segunda-feira, 26, com professores de diferente áreas que vão pautar a temática em sala de aula. No dia 27, será realizada uma mesa redonda no auditório da Rede Nordeste de Biotecnia (Renorbio), Campus do Itaperi da Universidade Estadual do Ceará (Uece), com o tema "A violência e seu enfretamento: narrativas subjetivas e direitos humanos".

Por fim, no dia 28, o Seminário de Pesquisa e Intervenção do Grupo de Pesquisas e Intervenções sobre Violência e Produções de Subjetividades (Vieses/UFC) vai abrodar uma pesquisa sobre violência urbana e juventude, além das resistências juvenis e as trajetórias de vida dos jovens em cumprimento de medida socioeducativa. O evento será no Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).
 
[FOTO2] 
 
Uma das prioridades da ação é contribuir com a "desnaturalização" dessas mortes no Estado, desconstruindo a narrativa de que as pessoas que foram assassinadas "mereceram" aquele destino.

"Também nos indignamos com as tentativas de justificação desses assassinatos, sob a alegativa de possíveis envolvimentos das vítimas com crimes e com o tráfico de drogas", afirma a nota.

[SAIBAMAIS]Com a programação é esperada um olhar mais atento da comunidade acadêmica contra o extermínio da população jovem, negra e pobre das periferias de Fortaleza, expressa a nota. Ainda é mencionado os dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do mês de janeiro, que foi o mais violento desde 2013, como também a marca de 2017 de mais de 5 mil homicídios.

Estão participando do movimento professores da UFC, Uece, Universidade de Fortaleza (Unifor), Centro Universitário Devry Fanor (UniFanor), Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7), Centro Universitário Christus (UniChristus), Instituto Federal do Ceará (IFCE), Centro Universitário Estácio do Ceará e Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
 
Redação O POVO Online 
TAGS