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Um nome sinônimo de encontros, sabores e Fortaleza

Crônica da jornalista Mariana Lazari sobre o seu Juarez

18:38 | 25/01/2018
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Seu Juarez era sabor, conversa e paisagem de Fortaleza. O sorvete feito - orgulhosamente - sem um monte de coisa, mas com as frutas frescas e um bocado de segredos, eu descobri não faz muito tempo - apesar dos quase 20 anos de Fortaleza. Mas virou hábito e alegria.

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Seu Juarez me fazia mudar percursos só para, na vinda para o jornal ou num sábado à tarde, tomar sorvete ali na Barão de Studart. Me fazia sacar o dinheiro só para conseguir aquela combinação entre tangerina e tapioca. Porque, até pouco tempo, não se aceitavam cartões na sorveteria.

Nunca conversei com ele. Gostava mais de sentar num dos bancos e vê-lo observando o movimento dali do balcão. Lembro de ter visto certa vez uma moça pedindo uma foto com ele. Noutra ocasião, uma mãe fez questão de a filha, com uns seis ou sete anos, conhecer o criador daqueles sabores que ela equilibrava na casquinha.

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Aliás, as casquinhas da sorveteria sempre me atraíram: são daquelas mais duras, clarinhas, que pedem que você empurre o sorvete até o fundo para comer num combo de doce e crocante. Me fazem lembrar a infância no colégio, em que a merenda do recreio era um sorvete que chamávamos "moreninha". São o grand finale daquele encontro, controverso mas fundamental ingrediente na experiência gastronômica.

Seu Juarez nunca precisou vender toppings, criar sabores mistos com nomes estrangeiros ou instalar pedras congelantes para fazer sorvete. Na simplicidade, fez gostos que estão na memória e são referência na Cidade. Proporcionou pra um monte de gente a experiência de parar um pouco a rotina para um encontro com sabores. Que bom que isso vai permanecer.

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