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Referência na gastronomia, o próprio Juarez escolhia as frutas para fazer os sorvetes

Ícone de Fortaleza, Juarez Albuquerque faleceu nesta quinta-feira, 25, aos 90 anos

13:11 | 25/01/2018
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Prezar pela tradição e pelo sorvete artesanal eram os princípios de Juarez Albuquerque. Com mais de 40 anos no mercado, a Sorveteria Juarez ganhou o carinho dos fortalezenses. As frutas eram escolhidas pelas mãos experientes de Seu Juarez, que todo dia acordava às 4 horas para comprar os produtos mais frescos. Hoje, as lojas estão fechadas para prestar o luto ao falecimento do sorveteiro.

O cearense de Santa Quitéria começou sua história com o sorvete no Piauí, na cidade de Parnaíba. Após ir para lá cuidar de uma padaria com o cunhado, Juarez começou a experimentar com a fabricação de sorvetes e encontrou um público fiel. Desde então, a confecção da sobremesa artesanal só se aperfeiçoou.

Ser 100% natural, sem conservantes químicos, é um dos aspectos que mais atrai os clientes da sorveteria. Além do gosto fresco das frutas locais, a preocupação de Seu Juarez se estendia à saúde dos que gostavam de saborear o produto. Em entrevista ao O POVO em 2015, Juarez disse que seu sabor favorito é o de tangerina. Ele contou também que tomava sorvete todos os dias lá dentro da loja.
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Para quem seguiu a carreira na gastronomia, Juarez deixou inspiração. A chef da Sucré Patisserie, Lia Quinderé, conta que desde a infância os sorvetes naturais fazem parte de suas memórias “afetivas e gustativas”. Ela afirma que o sorveteiro teve um papel importante no seu trabalho. “À medida que fui crescendo e me encantando pelo mundo gastronômico, fui recolhendo referências de pessoas que trabalhavam de forma admirável”.
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Lia destaca que Juarez era um grande apreciador da cultura cearense e que não “inventava” sabores que não eram do Estado. A chef sempre visitava a loja da avenida Barão de Studart, a que seu Juarez mais frequentava. Ela fazia questão de bater um papo com o fundador da sorveteria e escutar suas histórias. “Fica o ensinamento para nós que estamos no mercado agora, de alguém que trabalhou até o fim, com cuidado, amor e responsabilidade. Nas memórias do cearense vai ter sempre o gosto do sorvete dele”.

 

Redação O POVO Online

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