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Os babacas "Carecas do Brasil"

Análise do jornalista do O POVO, Demitri Túlio

16:33 | 19/01/2018
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Tem uma máxima de nossos pais que atravessa os tempos. Aquela de que só imitamos dos outros o que não presta. É pra ralhar com a gente, desde de criança e, agora, idiotas crescidos. Por causa de algumas besteiras feitas, pisadas de bola.

Pois bem. Só faltava essa em Fortaleza. Depois de importarmos e inovarmos na imbecilidade violenta das facções, PCC paulista e Comando Vermelho carioca, agora um punhado de abestados daqui, de quem mal ouvíamos falar, põem a cara no mundo para espancar quem aciona neles algum trauma ou desejo incubado.

Só pode. Se todas as formas de distribuir violência sempre foram equívocos na história da Terra, o que dizer de, em 2018, correrem notícias de espancamentos no Benfica, em Fortaleza, por causa da cor da pele e da orientação sexual alheia?

É surreal a notícia em Fortaleza. Inimaginável, até aqui, relato tão chocante da ação de skinheads, no miolo de um bairro universitário, amigável e tão símbolo dessa cidade.

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Alguma coisa está fora da naturalidade das coisas e encoraja esse tipo de agrupamento a sair nas ruas distribuindo ódio e espalhando cartazes. Um efeito dos tempos misóginos, homofóbicos, racistas e machistas que ganhou corpo com os líderes equivocados.

Imagino o padecimento de dor dos pais desses “Carecas do Brasil”. Sinceramente, desejo que nem pai nem mãe tenham sido espelho para tanto preconceito.

A primeira reação é polícia, Ministério Público e Justiça neles.   

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