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Fórum LGBT e rede de advogadas formalizarão denúncia contra grupo skinhead

PMs realizaram buscas na área onde o crime aconteceu, mas ninguém foi preso. Universitário deve registrar BO nesta sexta-feira

12:54 | 19/01/2018
A agressão a um estudante por um suposto grupo skinhead, na noite dessa quinta-feira, 18, no bairro Benfica, despertou a atenção de setores da sociedade. A Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap) e o Fórum Cearense LGBT afirmam que irão formalizar uma denúncia junto aos órgãos públicos de segurança e direitos humanos. A vítima afirmou ao O POVO Online que fará Boletim de Ocorrência na tarde desta sexta, 19.

Conforme relato do jovem no Facebook, além da violência física, os agressores teriam disparado xingamentos de cunho racista e homofóbico. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) infomou, por meio de nota, que a Polícia Militar (PM) chegou a realizar buscas na área, mas ninguém com características descritas pela vítima foi encontrado.

Integrante da Renap, a advogada Luanna Marley afirma que o suposto grupo agressor foi identificado. Ela diz que o grupo já havia sido denunciado, pelo mesmo motivo, em 2006. 

"Não são fatos isolados. É um grupo atuando com o intuito de agredir pessoas negras, gays, lésbicas. A busca desse grupo de eliminar uma diversidade de pessoas interfere sobretudo na segurança pública", diz a advogada. "O grupo não é novo. Retorna, mais precisamente nesses últimos tempos, com o avanço desse cenário conservador. 

"Há mais de 10 anos os movimentos sociais vêm chamando atenção para esse grupo. Nós estamos formalizando a denúncia junto aos órgãos de segurança pública e direitos humanos para que se tenha a devida investigação e responsabilização", destaca.
 
Ari Areia, artista e membro do Fórum Cearense LGBT, afirma que informações relacionadas à ocorrência estão sendo coletadas, inclusive com pessoas que teriam presenciado o suposto crime. Ele diz também que uma segunda pessoa pode ter sido vítima do grupo.

"Queremos tranquilizar as pessoas para que não seja criado um clima de medo coletivo, que acaba dando uma dimensão ainda maior", diz Ari. "Estamos evitando citar nome das vítimas para evitar retaliação, mas sabemos que eram dois meninos negros e gays".
 
A SSPDS confirma que recebeu denúncia de agressão nas proximidades da Praça da Gentilândia, na Área Integrada de Segurança 05 (AIS 05), e que analisa também as denúncias realizadas nas redes sociais.
 
 
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