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Chuvas isoladas no Ceará alertam para cuidados redobrados contra Aedes aegypti

Mosquite transmite dengue, zika e chikungunya. Só em 2017, mais de 24 mil casos de dengue foram confirmados

17:00 | 13/01/2018
As chuvas isoladas no Ceará, sinal da pré-estação chuvosa, alertam para o combate ao Aedes aegypti. O mosquito que transmite a dengue, chikungunya e a zika tem mais chance de proliferação nesse período, como lembra a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa). A pasta reforça que os cuidado contra o mosquito devem ser redobrados.

Com grande poder de reprodução, o ovo do conhecido mosquito da dengue pode sobreviver durante mais de um ano até mesmo em local seco. O ovo eclode e vira larva logo no primeiro contato com a água.

O Aedes vive em ambiente domiciliar e público, por isso é tão importante evitar que água parada acumele nesses locais. Com a temperatura do Ceará e a umidade, o mosquito adulto pode sair em até oito dias.

A Sesa orienta que o lixo seja separado em sacos plásticos e colocados na rua apenas no horário da coleta, evitando que residuos se acumulem nas calçadas, praças e meio-fio das vias públicas. Objetos como tampa de refrigerante e copo descartável podem virar criadouro do mosquito se acumular água. Outra ação importante é a limpeza das calhas, além de vedar recipientes como potes, barris, pneus e caixas d'água. 

Em 2017, 24.891 casos de dengue foram confirmados no Ceará. Desses, 119 eram graves e 21 levaram à óbito. De chikungunya foram registrados 99.984 casos, com 162 mortes, e 571 de zika, sendo 88 em gestantes. Dos 181 municípios que realizaram o 3º Ciclo do Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), em novembro último, oito estão em situação de risco.

Redação O POVO Online