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Pressionada por presos de facção criminosa, delegada pede transferência de detentos de grupo rival

Em contrapartida, delegacia receberia detentos da mesma facção criminosa dos presos do local

16:31 | 21/10/2017
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[FOTO1]A delegada do 11º Distrito Policial, localizado no bairro Pan Americano, teve que solicitar a transferência de dois homens que iriam para a unidade, após ser pressionada por detentos de um grupo rival que estão presos no local. Conforme o oficio enviado ao delegado plantonista do 11º DP na última sexta-feira, 20, os homens pertencem a uma determinada facção e não foram aceitos pelos detentos da delegacia, que fazem parte de outra.

Conforme o documento da solicitação de custódia de permuta provisória, em contrapartida, o 11º DP iria receber outros dois presos que estavam no 12º DP e são da mesma facção da unidade onde a delegada estava atuando. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol).

Segundo a vice-presidente do Sinpol, Ana Paula Lima Cavalcante, não é a primeira vez que casos como esse acontecem. “Em determinados bairros comandados por uma facção, os detentos da delegacia do local não aceitam presos que sejam de grupos rivais e a delegada acaba sendo obrigada a fazer a permuta para garantir a integridade do preso”, explica.

Para Ana Paula, essa prática acaba deixando as delegacias ainda mais frágeis e fortalecendo os grupos criminosos. “Na medida em que concentrar os presos de uma só facção vai ficar mais visível para os resgates e ataques as delegacias. Até porque, delegacia não tem estrutura para receber preso algum e o certo era serem encaminhados para o Sistema Penitenciário”, afirma.

 

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará informou que pessoas presas em flagrante são encaminhadas para a delegacia da aérea onde se deu a ação policial.

Já transferência de presos ocorre nas seguintes situações: para evitar superlotação; para suprir atendimento médico que o detento necessite; quando vagas são abertas no sistema prisional; e em casos que necessite priorizar a segurança da unidade policial e dos profissionais de segurança, com risco de resgate de criminosos de alta periculosidade.

 

A Polícia não comentou sobre o caso citado na matéria.

 

Redação O POVO Online

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