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Fortaleza
Comércio informal

Mesmo com fiscalização intensa, feirantes tentam continuar na rua José Avelino

No primeiro domingo após a entrega da requalificação da via, movimento de vendedores ambulantes é menor. Situações de confronto são recorrentes

10:47 | 08/10/2017
Foto: Evilázio Bezerra
 
Após a entrega das obras de requalificação da rua José Avelino, na última sexta-feira, 6, ambulantes persistem no comércio no meio das ruas e calçadas. O clima de conflito e a correria quando o “rapa” chega, no entanto, permanece e afeta, inclusive, compradores e vendedores dos galpões. 
 
Neste domingo, o primeiro após a conclusão da reforma, que também abrangeu a avenida Alberto Nepomuceno, a proporção da feira é consideravelmente menor. Agentes de trânsito, fiscais e guardas municipais transitam entre as ruas do entorno na intenção de coibir o comércio informal. Para alguns vendedores dos galpões, a situação piorou. “Caíram bastante as vendas. Tem ninguém. Quando tinha gente na rua, vinha gente de todo canto”, conta José Maria da Costa, 55, que trabalha no local há 12 anos.

Durante o início desta manhã, a reportagem presenciou situações de confronto entre fiscais e vendedores. Quando os gritos alarmam que a fiscalização está chegando, o alvoroço se instala. Vendedores rapidamente passam as mercadorias das mãos e braços para as sacolas e se dispersam. Em duas das abordagens, compradoras foram confundidas com vendedoras ambulantes. Uma mulher ficou com a perna ferida durante uma das ações de monitoramento. 
 
Durante os cinco meses de intervenções no local, houve confrontos entre feirantes e a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF).
 
Com a requalificação da rua José Avelino, a rotina dos carregadores de mercadorias que precisam trafegar pela via mudou. Eles não podem mais circular pelas calçadas.
 
A intervenção contou com pavimentação e recapeamento das vias e substituição da iluminação da região por lâmpadas de LED. As calçadas foram alargadas e receberam medidas de acessibilidade, além da instalação de ciclofaixa e ecoponto na região.  
 
 

ANA RUTE RAMIRES

Clique na imagem para abrir a galeria Agentes de trânsito, fiscais e guardas municipais transitam entre as ruas do entorno na intenção de coibir o comércio informal (Evilázio Bezerra / O POVO)
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