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Fortaleza
RELATÓRIO

Ceará tem 10 das 25 barragens danificadas no País

Relatório de Segurança da Agência Nacional da Água (ANA) foi feito um ano após o desastre da Samarco e divulgado somente agora

21:00 | 10/10/2017
Açude Arrojado Lisboa em Banabuiú. Foto: Tatiana Fortes
 
O Estado do Ceará tem 10 das 25 barragens com estruturas comprometidas e que precisam de reparos para evitar possíveis acidentes. Elas estão listadas no Relatório de Segurança de Barragens 2016, da Agência Nacional de Águas (ANA). A catalogação foi divulgada após quase dois anos da ruptura da barragem de Samarco, em Mariana (MG), o maior desastre ambiental do País, que deixou 19 mortos.
 
Segundo o relatório, das 10 represas com danificações, sete são geridas pela Companhia de Gestão e Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), responsável pela água bruta do Estado. A barragem em situação mais degradada fica na cidade de Potengi, a 474,4 quilômetros de Fortaleza. Pau Preto é gerida pela prefeitura de Potengi e tem buracos, erosões, afundamentos e até árvores dentro dela.
 
De acordo com Bertier Peixoto, titular da Gerência de Segurança e Infraestrutura da Cogerh, as informações divulgadas no relatório da ANA foram repassadas diretamente pela Companhia. “Poucos estados fazem isso e o Ceará é pioneiro na arte da segurança de barragem”, garante. Na listagem da ANA, foram verificados problemas em 10 açudes públicos do Estado: Poço Verde (Itapipoca), Jaburu (Ubajara), Tijuquinha (Baturité), Trapíá (Pedra Branca), Cupim (Independência), São José 2 (Piquet Carneiro), São José 3, Facundo (Parambu), Valério (Autaneira) e Pau Preto (Potengi).
Ainda segundo o gerente, desde 1999, a Cogerh aplica duas vezes por ano dois checks lists para verificar a situação dos reservatórios: um antes e outro depois do período de chuvas. No fim de cada ano, ainda segundo Peixoto, é feito um relatório com a situação de cada uma das barragens. Ele diz que, no relatório, verificou-se que a situação das barragens do Ceará é de média ou baixa gravidade. 
 
“Em muitas das barragens, o problema é por excesso de vegetação, portanto, de pouco ou quase nenhum risco”, aponta. Algumas anomalias, no entanto, são de média gravidade e a Cogerh abre uma licitação para contratar uma empresa, como foi o caso do açude Facundo, em Parambu. A licitação custou R$ 395 mil. No entanto, na maioria dos casos, como em Banabuiú e Piquet Carneiro, a anomalia é simples e basta o conserto de calhas e realização de drenagem. 
 
Redação O POVO Online