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Autor de livro que relativiza malefícios de agrotóxicos diz que orgânicos são alimentos de grife

Além dos equívocos colocados por Vital sobre os agrotóxicos, ele se refere ao mercado de alimentos orgânicos como uma farsa, além de inexpressivo

23:00 | 09/10/2017
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“Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo”. O título do livro é do jornalista Nicholas Vital. Em Fortaleza onde lançou nesta noite o livro no Shopping Iguatemi, na Livraria Saraiva, ele afirma que o exemplar não se propõe a ser uma apologia ao uso de agrotóxicos, mas que estes “são insumos essenciais à agricultura. É impossível produzir sem um produto desses”.

Em entrevista ao O POVO Online, Vital diz que as críticas das quais os agrotóxicos sofrem são indevidas. Ele entende que o que deve ser analisado é o modo como esses produtos agrícolas são utilizados no Brasil. “Eles são produtos químicos, então devem ser manuseados de forma correta. Mas, se você seguir todas as recomendações que estão lá, é super seguro”. 

Outro argumento utilizado pelo jornalista é o de que, ao passo que o temor por esses produtos cresce, as pessoas continuam usando, por exemplo, inseticidas para matar baratas.

Além dos equívocos colocados por Vital sobre os agrotóxicos, ele se refere ao mercado de alimentos orgânicos como uma farsa, além de inexpressivo. “Eles falam que vão salvar o mundo e é uma grande mentira. Os preços chegam a 300% mais caros e eles não têm nada demais de saudável”, entende o jornalista.

Na visão dele, no preparo dos alimentos orgânicos também é utilizado substâncias tóxicas. A diferença entre os dois alimentos é que, no orgânico, “eles usam o que encontram na natureza”, afirma, referindo-se ao enxofre como sendo tão tóxico quanto um produto manuseado.

O engano de percepções presente no Brasil, para o autor do exemplar, acontece no mundo todo – e foi herdado pelo país.  “O Brasil imita outros países, não lidera nada, nunca. Isso é uma moda que começou na Europa e veio para o Brasil depois do Plano Real, porque, até então, as pessoas não tinham o que comer”.

De acordo com Vital, mesmo em países ricos, o mercado é inexpressivo, atingindo 8% do mercado de alimentos na Dinamarca, enquanto na Suíça menos de 200 euros são consumidos por pessoa ao ano.

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