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Resultado de sindicância do Estado deve sair em 20 dias; Prefeitura diz que não há prazo para conclusão

Sesa e SMS abriram sindicância para apurar caso do bebê de um mês e meio que teve medicação respiratória aplicada na veia. O estado de saúde do menino é grave, mas estável

16:59 | 05/09/2017
Atualizada às 18h10min
 
As assessorias de comunicação da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmaram ao O POVO Online que abriram sindicância, nesta segunda, 4, para apurar o que ocorreu no caso do bebê de apenas um mês e meio, Kaleb Levi Rodrigues Pereira, que teve medicação aplicada de forma errada. O resultado da averiguação da Sesa deve sair em 20 dias úteis. A SMS diz que não há prazo definido para a conclusão da investigação.
 
O estado de saúde da criança é grave, mas estável, ainda de acordo com a assessoria de imprensa da secretaria estadual.
 
O POVO Online pediu às duas pastas que fossem enviadas as portarias que instauraram as sindicâncias sobre o caso. Ambas se negaram a passar o documento. A Sesa justificou que se trata de uma informação interna.
 
O POVO noticiou neste domingo, 3, a versão da família. De acordo com Célia Rodrigues, tia-avó de Kaleb, o menino tem problemas respiratórios graves e foi levado pela mãe, Maria Evilene Rodrigues de Lima, até o Hospital Distrital Gonzaga Mota (Gonzaguinha), no bairro José Walter, na noite de sexta-feira, 1º. Lá, a família foi informada que o aparelho de raio-x do Gonzaguinha estaria com defeito e, por isso, o menino foi transferido para a Unidade de Pronto Atendimento do José Walter.
 
Na UPA, o menino teve a medicação aplicada na veia, quando deveria ser por meio de aparelho de aerossol. 
 
A assessoria de comunicação da SMS nega que o aparelho de raio X esteja quebrado.
 
Por meio de nota, a Secretaria da Saúde do Estado informou que uma comissão técnica está analisando o prontuário de Kaleb e ouvindo todos os profissionais envolvidos no atendimento realizado no último dia 2. "O objetivo principal dessa sindicância é apurar os procedimentos médicos aplicados na unidade naquele dia e, como consequência, promover a melhoria dos processos e evitar que casos parecidos voltem a ocorrer".                         
Redação O POVO Online 
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