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Idosa tem cirurgia adiada quatro vezes e acaba morrendo por infecção hospitalar, diz família

Maria de Lurdes Simplício, de 73 anos, estava internada desde maio deste ano e morreu na semana passada, vítima de uma infecção pulmonar. A família afirma que o problema foi adquirido na unidade de saúde. O hospital afirma que a mulher já apresentava problemas no pulmão

16:00 | 14/09/2017
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Internada desde maio passado no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes para receber uma válvula cardíaca mecânica, a paciente Maria de Lurdes Simplicio de Sousa, de 73 anos, viu o procedimento ser adiado quatro vezes. Na última sexta-feira, 8, ela morreu vítima de uma infecção pulmonar. Segundo a família, a complicação foi desenvolvida durante a longa permanência na unidade de saúde, conhecida por Hospital do Coração.

 

“Já foi um sacrifício ela ter se internado no hospital. Tivemos que entrar na Justiça”, explica agente comercial Francisco Simplício, filho de Lurdes. Ele diz que a cirurgia da mãe foi desmarcada quatro vezes, duas delas por falta de material hospitalar. “Numa das vezes, minha mãe já estava em jejum. A enfermeira disse que tinha duas notícias uma boa e outra ruim: a boa era a que ela poderia comer e a ruim era que a cirurgia ia ser desmarcada”, diz.
 
Deitada por muito tempo no leito, a idosa já havia desenvolvido feridas pelo corpo, conhecidas como escaras. Tantos os incômodos, que Francisco havia procurado a ouvidoria do hospital. Ele garante que foi supreendido ao saber que para o setor a cirurgia de sua mãe já havia sido realizada. 
 
O diretor do hospital, o médico Frederico Augusto de Lima, diz que a unidade fez uma revisão total do prontuário da mulher e que ela era portadora de doença cardíaca com várias comorbidades. Afirmou ainda que a senhora já deu entrada no hospital com pneumonia e negou que a idosa tenha contraído a doença em decorrência de infecção hospitalar. “Temos todos os documentos registrados e se ele tiver alguma suspeição, estou aqui para para tirar as dúvidas. Não fui procurado pela família”, conclui. 
 
Ele nega a informação da falta de material para realizar o procedimento cirúrgico e diz que as condições gerais de saúde da mulher levaram ao óbito. "Infelizmente, uma doença cardíaca acomete 30% da população no mundo e ela (a paciente) não tinha condições de passar por uma cirurgia. No índice de (risco de) mortalidade, o Euroscore, a paciente foi considerada de alta gravidade para este procedimento cirúrgico”, detalha.
 
Redação O POVO Online 

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