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Fortaleza
Kalleb Levy

Bebê que estava na UTI por erro de medicação recebe alta

A vítima, que estava internada desde o último dia 2 de setembro, teve a medicação aplicada de forma errada na UPA do bairro José Walter, em Fortaleza

21:10 | 13/09/2017

A vítima, que estava internada desde o último dia 2 de setembro, teve a medicação aplicada de forma errada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro José Walter (Camila de Almeida / O POVO)
 

Kalleb Levy Rodrigues, o bebê que estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), por aplicação incorreta de medicamento, teve alta hospitalar na tarde desta quarta-feira, 13. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa).

A vítima, que estava internada desde o último dia 2 de setembro, teve a medicação aplicada de forma errada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro José Walter, em Fortaleza. Segundo a família, a criança começou a passar mal após receber a medicação que, no lugar de ser inalada, foi injetada por uma enfermeira.

Segundo Célia Rodrigues, 40 anos, tia-avó de Kalleb, o menino tem problemas respiratórios e foi levado pela mãe, Maria Evilene Rodrigues de Lima, 19 anos, até o Hospital Distrital Gonzaga Mota, no José Walter na noite do dia 1º de setembro.

Na unidade, o aparelho de raio-X apresentava defeito e os profissionais decidiram transferir a criança para a UPA do bairro. Por ter problemas respiratórios graves, conforme diz Célia, o médico decidiu internar a criança. Na manhã do dia seguinte, 2 de setembro, conforme a tia-avó, ao levar a medicação do menino, uma enfermeira teria trocado o procedimento que deveria ser feito por meio de aerossol e aplicou o remédio na veia.

A assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde do Ceará informou, por meio de nota, que o menino Kalleb Levy foi atendido com quadro de broncoespasmo na UPA do José Walter e apresentou reação adversa grave. Ainda segundo a nota, ele recebeu a medicação indicada para crise asmática numa dosagem maior do que a indicada.

As assessorias de comunicação da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmaram ao O POVO Online que abriram sindicância, no dia 4 deste mês, para apurar o que ocorreu. O resultado da averiguação da Sesa deve sair até o dia 24 de setembro. A SMS diz que não há prazo definido para a conclusão da investigação.

Redação O POVO Online