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Sem passarela ou semáforo, passageiros do Terminal Parangaba se arriscam em travessia

Isso ocorre na rua Eduardo Perdigão, onde a AMC avalia instalar semáforo exclusivo para pedestres na via. Do outro lado, na rua Napoleão Quezado, foi construída uma passarela para facilitar a ida ao shopping

13:57 | 01/08/2017
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Atualizado às 18h18min
 
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A travessia entre o Terminal Parangaba e o trabalho é uma aventura diária para a atendente de farmácia Alexandra Bernardo, 36. Ela precisa correr para atravessar a rua Eduardo Perdigão, em frente ao Terminal Parangaba. E não é uma corrida leve, não. “Tem que meter o pé na carreira. É um absurdo isso aqui. Tem criança e idoso atravessando direto, no meio dos carros”, reclama. O acesso ao terminal de ônibus por um dos lados, em que ficam um supermercado de atacado e um hospital é feito na correria. Sem rampa, passarela ou semáforo é um risco conseguir chegar ao outro lado da via.
 
Já na avenida Carlos Amora, continuação da Silas Munguba, foi construída uma passarela ligando um shopping ao terminal. Ainda assim pessoas com dificuldade de locomoção têm problemas para cumprir a travessia, porque a passarela é feita por degraus e não rampas. 
 
O pedreiro Raimundo Brito, 59, mora na Parangaba e, para chegar ao terminal precisa juntar 10 ou 15 pessoas para cumprir a travessia em segurança pela rua Eduardo Perdigão. “A gente precisa pedir pelo amor de Deus pra passar aqui”, revela. Cláudia Ferreira, 23, puxa o braço da filha Brenda Hevelly Ferreira, 7, para que a menina possa andar rápido e não ser atropelada. “É horrível. Tem gente que quase é atropelada todos os dias. É um risco muito grande”, avalia.
 
Caso parecido ao da dona de casa Fátima Ventura, 65. Ela passa mais de meia hora para cumprir o trajeto que não levaria nem cinco minutos, caso fosse instalado um semáforo. “É muito carro e eles não respeitam ninguém”, diz.
 
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Em nota enviada por meio da assessoria de imprensa, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza (AMC) informou que em ambos os semáforos os pedestres conseguem realizar a travessia de modo protegido pela faixa destinada a eles que se encontra bem sinalizada.

Ainda segundo a nota, a AMC realizou uma mudança na "programação semafórica" de modo a favorecer a travessia de pedestres na rua Eduardo Perdigão. "O que ocorre é que muitas vezes os veículos acabam avançando o sinal vermelho", diz a nota. Diante da reclamação, o órgão está avaliando a viabilidade de um estágio ou semáforo exclusivo para pedestres na rua Eduardo Perdigão. "Orientadores de tráfego atuam constantemente no local, auxiliando a passagem dos pedestres, além de uma rota volante que percorre o bairro com a presença de agentes de trânsito coibindo as principais  irregularidades", finaliza a nota.
 
Metrofor 
 
Quem usa o Metrô de Fortaleza, o Metrofor, também sente as dificuldades no acesso. O jornalista Haroldo Barbosa, 40, lembra a existência de uma passagem que liga a Estação da Parangaba ao Terminal. "Só que a passagem está fechada. Quem vem do Maracanaú precisa descer e se arriscar na rua Eduardo Perdigão. Dependendo do horário, é perigoso", relata. Além disso, os usuários do Metrofor não se beneficiam da integração entre a estação e o terminal, e precisam pagar uma nova passagem.

Por meio da assessoria de imprensa, o Metrofor confirma que há uma passagem projetada entre os equipamentos, mas ainda não há informação sobre quando a passagem será liberada. O Metrofor também não informou se haverá integração do bilhete.
 
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