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Feira livre da Messejana tem esgoto a céu aberto e lixo, aponta Defensoria

Órgão ingressou Ação Civil Pública (ACP) para cobrar solução do poder público, há cerca de dois anos. Audiência extrajudicial foi marcada para resolver situação de forma mais célere

19:25 | 23/08/2017
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Esgoto a céu aberto, forte cheiro de urina e fezes, além de lixo espalhado pelas ruas. O cenário é descrito pela supervisora do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas (Ndhac), da Defensoria Pública do Ceará, Sandra Sá, após visita a tradicional feira da Messejana. Com Ação Civil Pública (ACP) ingressa em 2014, o órgão busca solução efetiva para o local, junto à Prefeitura de Fortaleza. Audiência extrajudicial foi convocada para o próximo dia 11 de setembro.

A ação foi motivada por denúncias de permissionários, que já reclamavam da situação de precariedade, ainda mais pelo fato de lá ser local também de comercialização de alimentos, todos os domingos. "O fato de ter um esgoto a céu aberto afasta frequentadores. O Núcleo entrou com ACP, e a Prefeitura disse que tinha solucionado, o que não é verdade. Teve a reforma do mercado, fizeram uma cisterna, mas a caixa estourou, porque não era suficiente", afirma Sandra.

“Todos os dias, isso aí acontece na Messejana (esgoto a céu aberto). A Regional VI é responsável por isso e ela sabe do nosso problema. É tanto que, às vezes, eles mandam o caminhão ir lá pra esgotar, pra fazer esse procedimento. Mas mesmo assim, não adianta. A gente quer que a Regional VI junto à Prefeitura tome a providência para que essa água não fique saindo desse jeito", diz a permissionária Antonia Rivaneide Pereira, que trabalha nas proximidades da feira há dez anos.

A reclamação é feita por quem passa no local, ainda conforme a permissionária.  "Pra se ter uma ideia, essa água sai do mercado da Messejana e passa por três esquinas. Ela caiu quase próxima a Lagoa de Messejana porque tem uma igreja Universal, que tem um esgoto. Ela também passa em frente à Caixa Econômica da Messejana e ela continua na Frei Cirilo... e essa água cai lá. Quer dizer, essa água vai longe, né?! Todo mundo das farmácias, todo mundo ali dos depósitos, ninguém aguenta porque passa em frente. A gente sente dor de cabeça, todos os dias a gente sente alguma coisa. É garganta inflamada, porque é uma podridão muito grande”, critica.

A audiência extrajudicial, ainda segundo a defensora, tem o objetivo de resolver a questão de forma mais célere, sem que passe por petições demoradas. "Tem esgoto para todo lado, as condições de saneamento são péssimas. Essa reunião é para tentar uma mediação que vá sanar definitivamente", frisa a defensora.

O POVO Online procurou a Secretaria da Regional VI, nesta quarta-feira, 23, e aguarda resposta.

Redação O POVO Online

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