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Fortaleza
Violência

Entidade sugere que motoristas baixem os vidros para evitar ataque de criminosos

Guilherme Maia foi morto após ter o seu veículo alvejado com oito tiros quando levava um passageiro ao bairro Ancuri. Secretaria da Segurança Pública diz em nota que "não tolera que o cidadão tenha que seguir regras que não sejam as leis em vigor no Estado"

20:20 | 26/07/2017

Pichação em muro no Ancuri, onde o motorista da Uber, Guilherme Maia foi assassinado no último domingo
A Associação dos Motoristas Privados de Passageiros (Ampip-CE) lista recomendações de segurança aos profissionais da categoria após o assassinato a tiros do motorista da Uber, Guilherme e Silva Maia, 22 anos, na noite do último domingo, 23, no bairro Ancuri.

A solidariedade entre os motoristas é uma das formas de prevenção. O presidente da Ampip-CE, Antonio Evangelista, sugere que quando um colega da categoria perceber que outro está em situação de risco, deve acionar imediatamente algum órgão público. “Apesar da violência, o importante é não deixar de atender a população de Fortaleza”, reforça.

Ele antecipa que a entidade estuda a implantação de um aplicativo que mantenha os motoristas conectados, facilitando assim uma rede de proteção. 

Diante do recente assassinato de Guilherme, que teria sido morto por não obedecer a ordem de baixar os vidros ao entrar na comunidade, Antonio Evangelista recomenda aos profissionais que obedeçam às ordens.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social afirma que "não irá tolerar qualquer tipo de situação em que o cidadão tenha que seguir regras que não sejam as leis em vigor no Estado". E enfatiza: "não tolera qualquer tipo de conduta que faça exigências ao cidadão que não sigam às leis em vigor no Estado". Segundo o texto, quando denúncias são feitas, "a Polícia ocupa as áreas com tropas especiais e com investigação criminal dos setores de inteligência do Sistema de Segurança".

A nota não cita se alguma ação foi feita na área onde Guilherme foi assassinado, assim como não confirma a informação que circulou em grupos policiais de WhatsApp e Facebook sobre a prisão de um suspeito do crime.

O delegado Jorge Monteiro, da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa, responsável pelo caso, também não confirmou a informação, “só posso afirmar que as investigações estão avançadas e as equipes estão em campo”.

A Ampip-CE espera reunir-se ainda esta semana com o secretário de Segurança, André Costa. Na tarde desta terça-feira, ele já recebeu um grupo de motoristas.

Antônio Evangelista afirma que embora a entidade não tenha estatísticas, ele percebe um aumento da violência na Capital contra motoristas profissionais - incluindo assaltos e perseguições.

Guilherme estava dirigindo um veículo modelo Fiat Siena prata quando teria deixado um passageiro próximo ao residencial Alameda das Palmeiras, no Ancuri, quando foi abordado por suspeitos que efetuaram cerca de oito disparos de arma de fogo contra a vítima. Uma das hipóteses levantadas pelos outros motoristas é que de Guilherme não teria obedecido orientação de pichações que ordenam  baixar os vidros do carro.

Redação O POVO Online