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Cearense conquista ouro em Olimpíada Internacional de Física

A equipe brasileira era formada por três estudantes de colégios cearenses e dois de escolas paulistas. Todos conquistaram medalhas. Victor Almeida foi o único cearense a trazer a medalha de ouro

19:14 | 31/07/2017
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O estudante cearense Victor Almeida Ivo, de 17 anos, conquistou medalha de ouro na 48ª Olimpíada Internacional de Física (IPhO), realizada na Indonésia. A conquista é inédita para o Ceará e ajudou resultado nacional ainda melhor. Composta por cinco estudantes, equipe brasileira ganhou cinco medalhas:três de ouro e duas de bronze. Terminando na 8ª posição, o grupo conseguiu o melhor resultado brasileiro em olimpíadas internacionais científicas.

Além de Victor, do time brasileiro Diogo Correia Neto e Gabriel Golfetti, de São Paulo, conquistaram ouro; e Nícolas Meira Sinott Lopes e Vinicius Gabriel Felix Barbosa, também do Ceará, ganharam medalhas de bronze.

Estudante do Colégio Farias Brito, Victor relembra que a preparação e a vontade de participar da IPhO começou ainda no nono ano. De lá para cá, ele colecionou alguns tropeços e outras vitórias - medalha de prata, medalha de ouro e processo de repescagem na Olimpíada Brasileira de Física (OBF). "Eu era bom em física teórica, mas em experimental eu ainda tinha muito que aprender. Então, foquei que eu tinha que estudar mais e mais".

Já Nícolas, 18, retoma a trajetória - com outras olimpíadas internacionais no currículos - em que saiu da Bahia para vir estudar em Fortaleza no Colégio Ari de Sá. Ao todo, Nicolas contabiliza uma rotina de 10 horas diárias de estudo intenso para preparar-se. “Mas valeu a pena, não só pelo resultado, mas por todo o processo que é engrandecedor”, conta. Completando o time que saiu do Ceará rumo à Indonésia, Vinicius é estudante do Colégio Master.

A conquista de viajar para Indonésia e compor a equipe brasileira na OIF só foi confirmada em abril. Os cinco integrantes enfrentaram uma maratona de dez horas de provas - de física teórica e experimental - e cinco dias sem celular. "Depois das provas, deu para relaxar e conhecer um pouco, é uma cultura muito diferente", relembra Victor. Baiano, Nicolas disse que o principal choque foi a comida muito apimentada, mesmo para ele acostumado a comida soteropolitana.

Sobre estar no time que conquistou o melhor resultado para o Brasil em olimpíadas internacionais científicas, Victor diz que a felicidade maior é que "foi um resultado de todo o grupo". “E fiquei muito satisfeito de conseguir uma medalha de ouro para o Ceará - que nunca tinha conseguido um resultado tão bom. Outros estudantes que virem isso e tiverem o mesmo objetivo podem ver que uma pessoa perto, do mesmo Estado, conseguiu, e vai ver que é possível”, acredita.

Para o futuro, não por menos, os estudantes sonham alto: submeter-se às seleções em universidades internacionais. Victor quer tentar Oxford, no Reino Unido, e Princeton, nos Estados Unidos, onde, segundo ele, o ensino é focado e permite crescimento na área. Nícolas também sonha com Princeton, ou institutos como ITA e IME. A escolha para dedicação nos próximos anos não é surpresa: Física Teórica. "A medalha pode me ajudar a abrir portas, mas sei que é só uma etapa, preciso fazer os testes de proficiência da língua (inglesa) e me dedicar mais", projeta Victor.

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