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Cearenses desenvolvem gel cicatrizante à base de sementes de fruta-pão e da flor-de-pavão

A expectativa é que o gel cicatrizante esteja no mercado em quatro anos. Ação do novo produto é eficiente inclusive em pacientes com diabetes

15:30 | 07/06/2017
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Uma pesquisa vem sendo desenvolvida pelo curso de pós-graduação em Farmácia, da Universidade de Fortaleza (Unifor), e promete desenvolver um gel cicatrizante que tem como base a semente da fruta pão e da flor de pavão. O projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Biologia Experimental (Nubex) e deve ajudar pacientes com processo de cicatrização mais longo e complicado, nas chamadas feridas crônicas.
 
O gel é destinado a pessoas com diabetes Mellitus, hanseníase e alcoolismo, por exemplo. A pesquisa se deu a partir de macromoléculas extraídas de sementes da fruta-pão (Artocapus incisa) e flor-de-pavão (Caesalpinia pulcherrima), que possuem ação cicatrizante. “Trabalhamos com a fruta-pão há mais de 20 anos, pesquisando  a proteína presente na semente, que tem um efeito cicatrizante. Em combinação com do polissacarídeo presente na semente da flor-de-pavão, o efeito tem sido bem maior nos experimentos”, aponta Ana Cristina Moreira, professora do curso de graduação em Farmácia e do mestrado em Ciências Médicas, da Unifor, e do doutorado da Rede Nordeste de Bioteconologia (Renorbio), em Recife (PE). 
 
O projeto conta com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) por meio do edital Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS). A pesquisa é a tese de doutorado em Farmácia do estudante Felipe Santos. 
 
A ideia surgiu ainda em 2012, com a tese de doutorado da professora Ana Moreira, com proteínas de outra fruta, a jaca. “Ela descobriu que a semente de jaca tinha um padrão semelhante com a fruta-pão e com a flor de pavão. A proteína frutalina é encontrada na fruta-pão é capaz de reduzir a dor e tem um efeito protetor”, informa Felipe Santos.
 
Outras pesquisas 
O estudante explica que ainda está sendo investigando o mecanismo no qual a proteína apresenta a propriedade de cicatrização sem nenhum efeito colateral em camundongos no período de experimento, que foi de 15 dias. De acordo com a coordenadora do projeto, professora Cristina Moreira, a pesquisa visa o desenvolvimento de novas e mais eficazes formulações para o tratamento de feridas crônicas a partir de biomoléculas isoladas de sementes da fruta e da flor. A combinação, segundo a professora, torna o processo de cicatrização mais eficiente: testes feitos em camundongos comprovaram essa melhora no processo até o 7° dia, após o tratamento.
 
Segundo Cristina Moreira, a equipe tem como meta finalizar o plano de negócios para viabilizar a produção e a comercialização do medicamento no segundo semestre deste ano. 
 
Redação O POVO Online 
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