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Fortaleza recebe sala de depoimento especial para vítimas de violência sexual

Durante os julgamentos, os depoimentos serão realizados em sala reservada com o acompanhamento de psicólogo

20:18 | 16/05/2017
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Visando uma escuta humanizada de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, o Fórum Clóvis Beviláqua inaugura a primeira sala de depoimento especial de Fortaleza, na quinta-feira, 18, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A inauguração faz parte da programação Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci) durante o mês a fim de sensibilizar a sociedade sobre o tema.

De acordo com Kelly Meneses, coordenadora da Rede Aquarela — programa de atendimento especializado às vítimas de violência sexual da Funci —, o ambiente da audiência é formal e não acolhedor para a vítima. “Ela tem que falar de algo íntimo e sofrido para pessoas estranhas. Às vezes, a vítima pode se sentir intimidada e não conseguir relatar a violência que sofreu. A sala especial é um ambiente acolhedor onde ela fica apenas com o psicólogo”.

Segundo Kelly, com a utilização da sala especial, juiz, promotor e advogados acompanham o depoimento da vítima por meio de vídeo. Eles podem fazer perguntas para a profissional que serão repassadas para a criança ou adolescente. “Dessa forma ela vai gerar a prova da violência sexual com o depoimento sem passar pelo constrangimento, de forma protegida e diminuindo a revitimização”, detalha.

Conforme a coordenadora, a Funci recebe, em média, 20 casos por mês para acompanhamento. “O número de denúncias é muito maior. Mas nem todas as famílias desejam ou buscam atendimento”. Em 2016, foram 253 casos para atendimento. A violência sexual foi a quarta violação contra crianças e adolescentes mais denunciada no Disque 100, em 2016. Ao longo do ano passado, foram 144.580 denúncias relacionadas a algum tipo de violação de direitos contra crianças e adolescentes, destas 15.707 estavam relacionadas à violência sexual.

A inauguração da sala especial foi apresentada na manhã desta terça-feira, 16, em ação educativa no Cuca Barra do Ceará, onde foram realizadas intervenções de música, teatro e dança abordado a temática de forma lúdica, além de oficinas. “Temos que mudar e não aceitar isso. Ajudar para que as pessoas entendam como isso acontece e denunciar”, conta Evylli Ferreira, 16. A estudante participou de uma apresentação teatral sobre o tema durante a manhã de ações.

Ao longo do mês, blitzes de sensibilização e panfletagens serão realizadas em feiras livres, na avenida Beira-Mar, em estandes com nos shoppings Benfica, Parangaba, RioMar Fortaleza e RioMar Presidente Kennedy, nos terminais de ônibus.

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