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Justiça Federal mantém 12 suspeitos de fraudes bancárias presos

O grupo é apontado como parte de uma quadrilha especializada em fraudes bancárias pela internet que causou um prejuízo de R$ 7,5 milhões a diversas instituições financeiras

18:11 | 14/04/2017

A Justiça Federal manteve as prisões de 12 suspeitos, encarcerados temporária e preventivamente desde a manhã última terça-feira, 11, quando foram alvos da operação Valentina, realizada pela Polícia Federal (PF) no Ceará e em São Paulo. O grupo é apontado como parte de uma quadrilha especializada em fraudes bancárias pela internet que causou um prejuízo de R$ 7,5 milhões a diversas instituições financeiras. O valor foi desviado das contas de aproximadamente mil correntistas, conforme a PF. Por dia, cerca de 45 contas bancárias eram fraudadas.


Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária, oito de condução coercitiva e 25 mandados de busca e apreensão. Exceto dois mandados, sendo um de prisão temporária e outro de busca e apreensão, realizados em São Paulo, todas as demais medidas foram cumpridas no Ceará. Duas armas de fogo, joias e cinco veículos de luxo foram recolhidos pela PF.


Na manhã de ontem, a 32ª Vara Federal realizou as audiências de custódia de 12 presos. Cinco prisões temporárias e sete preventivas foram mantidas. Os envolvidos foram reencaminhados à Superintendência da Polícia Federal, no bairro Aeroporto. A Justiça Federal não soube informar se o suspeito preso temporariamente em São Paulo também passou por audiência.


Na edição de quarta-feira,12, O POVO informou, com base em informações repassadas por fontes que participaram da investigação, que entre os presos estavam Artur Franklin de Sousa Lima, 28, que seria o líder do grupo; José Silas Silveira Júnior, 32; e Michelângelo Charles Garcia, 31. A apuração revelou que os dois últimos eram os homens de confiança de Franklin, classificado como hacker.


O trio ficou conhecido em 2008, quando foi preso pela Polícia Civil cearense. Eles foram responsabilizados pela clonagem do cartão de crédito da apresentadora Xuxa. Sem limite para os gastos, o cartão não chegou a ser usado. Empresários cearenses, porém, se tornaram vítimas do grupo. Em um único golpe, eles chegaram a furtar R$ 1 milhão. Entretanto, apesar de também ser investigado por suposta participação na organização criminosa, Michelângelo Charles Garcia foi alvo de uma condução coercitiva e não permaneceu preso.


Golpe


Por meio de mensagem de celular contendo softwares maliciosos ou de e-mails com links falsos, o grupo obtinha dados bancários das vítimas, mas evitava se expor. Os golpes eram praticados com a utilização de celulares. Para tanto, um funcionário de operadora de telefonia foi cooptado e transferia as linhas dos alvos para chips avulsos, que eram entregues aos fraudadores.


Os criminosos, então, debloqueavam as transações através dos aparelhos, mediante a confirmação dos números das vítimas, e efetuavam transferências, compras e até mesmo o pagamento de boletos de terceiros. Conforme o delegado Madson Henrique Tenório Oliveira, chefe da Delegacia de Polícia Fazendária da PF e responsável pela operação, os suspeitos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de furto qualificado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outras pessoas continuam sendo investigadas.

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