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Suspeito confessa atropelamento e ocultação do cadáver de doméstica

Marluan Teixeira não tem habilitação e costumava participar de corridas. Ele deve responder pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, fraude processual, adulteração do sinal identificador de veículo automotor e por dirigir sem CNH

20:08 | 13/03/2017

O suspeito de atropelar e matar a doméstica Francisca Sulamita dos Reis Marques, 52, prestou depoimento à Polícia no fim da tarde desta segunda-feira, 13, no 6º Distrito Policial. A advogada de Marluan Teixeira Freire, 23, já havia indicado a localização do restante do corpo da vítima. Ele confessou o atropelamento e também a ocultação do cadáver.

Acompanhado de advogados, Marluan disse que trafegava a 100 km/hora e não visualizou Francisca Sulamita na pista. O suspeito não tem habilitação e costumava participar de corridas, como os 'pegas'.

"Ele diz que mais a frente, em um local mais claro, percebeu que parte do corpo da vítima estava dentro do carro dele. Quando bateu, devido à velocidade tão alta, a parte superior do corpo bateu no para-brisa, quebrou o vidro da frente e foi projetada dentro do veículo", esclarece o diretor do Departamento de Inteligência Policial (DIP), Renê Andrade.

Durante o depoimento, o suspeito ainda admitiu que envolveu o corpo em um plástico e um pano, deixando-o em outro local. "O carro depois foi todo lavado e desmontado. O banco e as partes foram tiradas, e o veículo levado à oficina", informa Renê.

O titular o 6º DP, delegado Bruno de Figueiredo, registrou o Auto de Apresentação Espontânea. O suspeito foi liberado, pois não houve flagrante e ainda não há mandado de prisão, conforme a Polícia Civil.

O inquérito sobre o caso fica na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); o DIP continuará dando suporte à investigação, conforme Renê. "Temos nesse caso o próprio homicídio, a ocultação do cadáver, a fraude processual, a adulteração do sinal identificador de veículo automotor. Sem falar no crime de trânsito por dirigir sem habilitação", resume o delegado sobre os crimes a que o suspeito deve responder.

Alguns familiares de Sulamita acompanharam a operação da Perícia na tarde desta segunda. O reconhecimento visual, além dos exames de DNA, são feitos na Coordenadoria de Medicina Legal Coordenadoria de Medicina Legal (Comel).

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