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Paróquia esclarece que líder religioso suspeito de abuso sexual não pertencia ao grupo

O templo cristão esclarece que a Comunidade Família, fundada por Paulo Amorim, já não se encontrava na Paróquia há mais de anos porque não havia "sintonia" de espiritualidade

20:58 | 09/03/2017

A Paróquia Cristo Rei divulgou nesta quinta-feira, 9, nota de esclarecimento sobre a prisão do líder religioso da Comunidade Família em Missa, Paulo Amorim. Segundo o documento afirma, o suspeito de abusar sexualmente seguidoras não pertencia ao templo religioso.


De acordo com o responsável pelas investigações, delegado Dionísio Amaral, os encontros da comunidade Família em Missão funcionavam na Paróquia. O templo cristão esclarece que a Comunidade Família já não se encontrava na Paróquia há mais de anos porque não havia "sintonia" de espiritualidade.


"Ao assumirmos a paróquia, em janeiro de 2014, conhecemos as atividades que aqui aconteciam. Com isso, percebemos que o "Grupo Família" não possuía sintonia com a nossa espiritualidade e que, apesar de agregar alguns paroquianos, não convinha ocupar o espaço de que precisávamos para nossos próprios grupos. Em especial, identificamos que os argumentos espirituais presentes nas pregações dos líderes fundadores (tanto teológicos como morais) não condiziam com os que são próprios e recomendados na Companhia de Jesus", diz trecho da nota.


As investigações da Polícia apontam que o líder religioso Paulo Amorim e a esposa convidavam as seguidoras do Grupo Família para dormirem na residência do casal. Eles estimulavam, segundo apuração policial, as meninas para que usassem trajes íntimos. No entanto, no meio da noite, ele alegava que as vítimas estavam com tosse e as fazia ingerir um comprimido, que as deixava dopadas.

Veja abaixo a nota da Paróquia Cristo Rei na íntegra:

"A Comunidade Família em Missão, fundada pelo senhor Paulo Amorim que foi detido no dia 08 do corrente mês, acusado pela Polícia, conforme lemos nos jornais, não tinha nenhum vínculo com a nossa Paróquia.


Ao assumirmos a paróquia, em janeiro de 2014, conhecemos as atividades que aqui aconteciam. Com isso, percebemos que o "Grupo Família" não possuía sintonia com a nossa espiritualidade e que, apesar de agregar alguns paroquianos, não convinha ocupar o espaço de que precisávamos para nossos próprios grupos. Em especial, identificamos que os argumentos espirituais presentes nas pregações dos líderes fundadores (tanto teológicos como morais) não condiziam com os que são próprios e recomendados na Companhia de Jesus.


Assim, após discernirmos com os Jesuítas que nos ajudavam na missão, concluímos que a Paróquia Cristo Rei  não era o local apropriado para as reuniões semanais do grupo. Isso ocorreu há quase dois anos.


Lembramos que os atos que estão sendo investigados se davam, segundo a polícia informou e a imprensa noticiou, na residência dele e não nos espaços de outra Paróquia na qual eles se reuniam até recentemente.


Prestamos tais esclarecimentos para não se fazer juízo errôneo de nossa Paróquia, das nossas lideranças e nem mesmo da Igreja Católica.


A imprensa não nos localizou porque estamos em Baturité.  Contudo, estamos prestando essas informações para eles em contato direto."

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