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Moradores denunciam problemas com cratera na avenida Leste-Oeste

Buracos na via são constantes, segundo a população. Prejuízos ao tráfego, comércio e saúde dos moradores são algumas das questões

12:33 | 29/03/2017
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Cratera aberta na avenida Presidente Castelo Branco (Leste-Oeste) é motivo de reclamações da população do bairro Carlito Pamplona. Pelo menos desde 2009, O POVO Online noticia prejuízos ao tráfego, comércio e saúde dos moradores do entorno. Em diversos pontos da avenida, o problema é recorrente a cada quadra chuvosa.

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No ano passado, ônibus caiu em buraco, após a cessão do asfalto. Em 2013, no mesmo ponto, o tráfego também foi interditado pelo mesmo problema. Em 2011, a cratera ficava a dois quarteirões da atual, na altura da rua Francisco Cordeiro. Já em 2009, um caso semelhante de tubulação rompida provocou a interdição de um lado da avenida Presidente Castelo Branco. 

 

Desta vez, segundo a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), a ocorrência, entre as avenidas Pasteur e Dom Hélio Campos, no sentido Barra do Ceará-Centro, “trata-se da retirada de uma fuga de esgoto”. O trecho está bloqueado para o fluxo de veículos. A previsão de término da obra e liberação da via é no próximo dia 7.

 

Até lá, moradores tentam conviver com o incômodo. No trecho interditado, vários imóveis comerciais estão fechados com placa de “aluga-se”. O comerciante Elias Craveiro, com estabelecimento há 8 anos na avenida Leste-Oeste, reclama da baixa no movimento. “Além das vendas, prejudica a saúde da gente que mora aqui. Tem lixo acumulado e poças de água que podem juntar larvas do mosquito da dengue”, pontua.

[SAIBAMAIS] 

Elias aponta o monturo, acumulado no canteiro central após o início das obras. “Eu pago do meu bolso para recolherem o lixo e o entulho”, completa. Quando a reportagem esteve no local, um caminhão da Prefeitura recolhia os detritos, mas, de acordo com ele, a coleta não é constante.

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Segundo a Secretaria Executiva Regional I, caminhões fazem coleta especial de lixo “sete vezes por dia, nos sete dias da semana, além da coleta domiciliar três vezes por semana”. O órgão explicou ainda que a gestão integrada dos resíduos, com os Ecopolos, deve resolver o problema.

 

“A proposta é aplicar um modelo integrado de gestão de resíduos sólidos, que envolva mobilização social e educação ambiental, algumas medidas de mudanças na logística de coleta na região, com requalificação urbana, monitoramento e fiscalização”, explicou o secretário de Conservação e Serviços Públicos, João Pupo, ao O POVO na semana passada.

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Causas 

 

Em nota, a Cagece informou ainda que a maioria das ocorrências no local são justamente causadas pelo despejo desses resíduos sólidos nas tubulações, “bem como a destinação inadequada de águas pluviais para a rede de esgoto, o que acaba ocasionando obstruções na rede”. Não foram informadas medidas de longo prazo para solução definitiva dos problemas recorrentes na malha viária.

 

A Regional I também não identifica medidas permanentes. “O trecho da avenida Leste-Oeste, entre a avenida Pasteur e a Escola de Aprendizes da Marinha, contempla muitas ligações de água e tubulações do sistema de esgotamento sanitário. O mau uso do sistema e o descarte incorreto do lixo faz com que bueiros sejam entupidos e, durante as chuvas, isso contribui para que se abram buracos. A via também recebe tráfego diário de caminhões pesados, o que sobrecarrega a malha”, explicou o órgão, via assessoria de comunicação, afirmando que o asfaltamento é “de qualidade”.

 

Trânsito

 

Motoristas que trafegam pela avenida Leste-Oeste rumo ao Centro encontram indicações de desvio. A via paralela, rua Monsenhor Rosa, já sofre com o aumento no fluxo. Na esquina com a rua Álvaro de Alencar, até carros de pequeno porte tinham dificuldade de trafegar no trecho, na manhã desta segunda-feira, 27.

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A rua tem buracos abertos, problemas os quais a população tem tentado contornar. “Mandamos aterrar com nosso dinheiro (usando areia e pedregulho) e colocamos alguns cones de sinalização. Só queremos que a AMC mude a alternativa de desvio porque a rua aqui é estreita”, disse o jornalista Robson Ribeiro, há 15 anos morador dali.

 

Ele contou ainda que caminhões já arrastaram fiação elétrica e telefônica no local, prejudicando o fornecimento na área.

 

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) esclareceu, em nota, que o desvio pela rua Monsenhor Rosa, não é o indicado pelo órgão, "pois a referida via é estreita e não comporta o volume de veículos". 

 

A alternativa indicada é seguir na avenida Leste-Oeste, dobrar à direita na rua Álvaro de Alencar, à esquerda na Rua da Fé, à esquerda novamente na rua Hélio Campos, retornando para a Leste-Oeste. 

 

Ainda conforme a AMC, agentes de trânsito, distribuídos em rotas volantes, atuam na área controlando o tráfego e realizando a fiscalização. Há, ainda, placas de sinalização vertical indicando o desvio.

 

Quanto aos problemas no asfalto, a Regional I, via assessoria de comunicação, afirma ter “ciência da situação” e admite que a pavimentação da rua Monsenhor Rosa não foi preparada para suportar grande fluxo de veículos. Os reparos na malha viária devem ser feitos no próximo mês, após a obra da Cagece na Leste-Oeste ser finalizada.

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