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Policiais civis protestam contra reforma da Previdência Social

Para os agentes, a PEC 287 não reconhece os riscos inerentes à atividade, que levam a uma expectativa de vida mais baixa

18:30 | 08/02/2017
Com faixas e palavras de ordem, policiais civis realizaram protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que faz reformas na Previdência Social. A manifestação ocorreu na tarde desta quarta-feira, 8, no Aeroporto Pinto Martins, e foi convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpol/CE).  O ato contou ainda com a presença de membros da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Perícia Forense, dentre outros.

De autoria do Executivo Federal, a PEC altera oito artigos da Constituição. Com relação a policiais, o novo texto impede policiais de se aposentarem aos 55 anos, com tempo mínimo de contribuição de 20 anos. A categoria passaria a ser submetida às mesmas regras das demais. Para o Sinpol, a reforma deixa de "reconhecer a atividade de risco dos profissionais de segurança pública", ignorando a "baixa longevidade desses profissionais em razão das funções exercidas". 

A categoria luta para que sejam excluídos das mudanças as polícias Civil, Federal, Rodoviária, Legislativa, assim como agentes penitenciários, guardas municipais e peritos. O Sinpol destaca que isso correu com os militares das forças armadas, do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Para a vice-presidente do Sinpol, Ana Paula Cavalcante, a medida fortalece o crime, já que "envelhece a polícia". "Como é que um policial, que tem uma expectativa de vida de 56 anos, pode trabalhar até os 65 anos?", questiona.

Saiba mais
A vice-presidente do sindicato, assim como o presidente Francisco Lucas, estiveram em Brasília (DF), onde ocorreu ato semelhante contra a PEC 268, organizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB). Os manifestantes vestiram preto e ocuparam os gramados do Congresso Nacional.

Redação O POVO Online

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