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Polícia prende suspeita de participar do assassinato de comerciante português

O crime ocorreu no comércio do português, onde ele também mantinha residência. Apesar de ser bastante cauteloso, Nuno foi enganado pelos criminosos que fingiram ser clientes, conforme a Polícia

11:45 | 14/02/2017
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[FOTO1]Wégila da Silva Félix, 27, suspeita de participar do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o comerciante português Nuno Antônio Portugal Torres, 39, foi presa na tarde dessa segunda-feira, 13, na Serrinha. Nuno foi assassinado no dia 17 de outubro de 2016, e mandados de prisão para ela e outro suspeito, Jackson Henrique Lopes de Sousa, 23, foram expedidos uma semana após o crime.

Wégila foi identificada por meio das imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento comercial da vítima, onde ocorreu o latrocínio. O local também era a residência da família. Nuno vendia produtos de informática e jogos eletrônicos, além de relógios importados de alto valor.

"Ele era um cara bastante reservado, bastante cauteloso. Só recebia clientes realmente conhecidos, abria o portão com cadeado, e depois que o cliente saía entrava outro. Era bastante temeroso com a violência", explicou o delegado Fabio Torres. Ele a diretora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Socorro Portela, apresentaram os dados da prisão na manhã desta terça-feira, 14.

A prisão ocorreu próximo à casa da mãe de Wégila, que não tinha antecedentes criminais, conforme a Polícia Civil. "Ela confessou que ficou um mês em Mossoró, saiu no dia seguinte ao crime. Depois, passou a morar na casa de uma amiga no Bom Jardim e vez por outra ia para casa da mãe na Serinha", detalhou a delegada Socorro.

A investigação aponta que cinco pessoas participaram do latrocínio. Enquanto Wégila e Jackson entraram na loja se passando por clientes, três homens ficaram do lado de fora dando apoio ao crime, conforme a Polícia.

"Os criminosos, sabendo dessas coisas que o português vendia, principalmente relógios de alto valor, que giravam em torno de R$ 900 a R$ 2500, simularam uma compra, marcaram um encontro", informou o delegado Fábio Torres.

Quando a dupla anunciou o assalto, Nuno tentou reagir e entrou em luta corporal com Jackson. Um cliente e outro homem, que também estavam loja, tentaram ajudar o português. Foi quando um dos comparsas efetuou disparos do lado de fora do local, e Jackson conseguiu se desvencilhar, efetuando três disparos contra Nuno, de acordo com dados da Polícia Civil.

[VIDEO1] 

Dos cinco criminosos que teriam participado da ação, apenas um ainda não foi identificado pela Polícia Civil. Jackson, que já possui mandado de prisão temporária, continua foragido.

Segundo o delegado Fábio Torres, Wégila mantinha relacionamento com um dos três homens que deram suporte ao crime, do lado de fora do estabelecimento. Esse suspeito é apontado como autor intelectual do crime. Ela teria conhecido os outros quatro suspeitos, incluindo Jackson, no dia do latrocínio.

Tanto Wégila quanto Jackson não tinham antecedentes criminais, mas devem responder por latrocínio e associação criminosa. As buscas para a captura dos quatro suspeitos estão em andamento.

SERVIÇO
A Polícia Civil pede que informações sobre os suspeitos sejam repassadas pelo Disque-Denúncia (181) ou telefone da DHPP (3257-4807).
 

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