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Suspeito de tentativa de latrocínio em Messejana é preso

Jeildo Severiano Filho, de 18 anos, confessou ter desferido facadas em um comerciante de 66 anos e ter levado um notebook da residência dele. A mãe da vítima, de 93 anos, presenciou a cena e morreu cinco dias depois. O filho acredita que a mãe morreu em consequência da aflição de ter testemunhado a cena

12:20 | 07/12/2016

Já se encontra preso no 35º Distrito Policial (35º DP) um suspeito de tentativa de latrocínio contra um comerciante de 66 anos, crime ocorrido em 25 de novembro último, em Messejana. O garçom Jeildo Severiano Filho, de 18 anos, confessou o crime, creditando-o a um "momento de fraqueza", como contou em depoimento nessa segunda-feira, 5. A mãe do comerciante, de 93 anos, que estava acamada, presenciou o crime e morreu cinco dias depois. O filho credita o óbito à aflição causada pela cena e pela preocupação com a saúde dele. O comerciante foi internado, mas já recebeu alta.


Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira, 7, o delegado Bruno de Figueiredo, titular do 6º Distrito Policial (6º DP), detalhou que Jeildo, como fachada para o crime, mostrou interesse em comprar eletrodomésticos do comércio da vítima. O acusado foi um dia antes do crime ao local afirmando querer ver os produtos e que voltaria com o patrão para efetivar a compra. "A gente pensa, como policial, que ele foi para verificar o ambiente: quantas pessoas moram, a idade dessas pessoas, quem frequentava lá, etc". Jeildo fazia aulas de direção em uma autoescola nas proximidades do local do crime.


No dia seguinte, segundo o inquérito, ele voltou ao comércio e passou horas no local, aguardando, segundo dizia, o patrão. Por volta das 18 horas, ele resolveu subir para onde a vítima morava, fingindo ter desistido da espera. No momento em que retiraria da mochila o dinheiro referente à compra, ele sacou uma faca e passou a golpeá-lo.


Após atingi-lo na orelha, o acusado golpeou o peito da vítima, acertando um osso — o que quebrou a ponta da faca. No hospital, o médico diria que o comerciante não morreu "por um centímetro". "Mais para a direita ou para a esquerda, o senhor teria morrido", recontou a fala do médico o delegado. Com a faca quebrada, o criminoso passou a agredi-lo com objetos que encontrou no local. A luta demorou cerca de cinco minutos, estima o delegado.

Foi então que a vítima perguntou se ele havia ido "para matá-lo ou levar as coisas", segue o relato. Com a resposta de Jeildo pela segunda opção, a vítima disse que ele podia levar o que quisesse. A essa altura, o comerciante estava no chão, ensanguentado e exausto pela luta, detalha Bruno de Figueiredo. O assaltante, então, trocou a roupa suja de sangue e fugiu levando um notebook e duas camisas. Na cena do crime, no entanto, ele deixou cair uma conta de água, referente a um endereço do bairro Ancuri. Policiais descobririam depois que o boleto era da casa em que ele morava.

Laudos
A Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para decidir se Jeildo será indiciado por tentativa de latrocínio ou roubo e lesão corporal. Se os exames atestarem que o comerciante teve lesão grave ou que a mãe dele morreu em consequência de ter presenciado a cena, Jeildo pode ser acusado por latrocínio. Ele não tinha antecedentes criminais até então. O POVO Online opta por não divulgar as identidades das vítimas para preservá-las.

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