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Universitários denunciam calote de empresa de formaturas

A Realize Agência de Formaturas informou por email ter ido à falência. Mais de 200 pessoas, de 26 cursos de 10 faculdades, foram atingidas. Inquérito policial irá apurar suspeita de estelionato

16:30 | 09/11/2016

Universitários de pelo menos 26 cursos, de dez faculdades, foram prejudicados com a suposta falênca de uma agência de formaturas em Fortaleza. Os estudantes já tinham pagado pelos serviços que não serão realizados. Eles temem terem sido vítimas de estelionato e prestaram queixa na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DFF), na manhã desta quarta-feira, 9. Outro grupo foi à sede do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) fazer a reclamação.


Reforçam as incertezas, as poucas informações recebidas. A empresa enviou email comunicando a falência às comissões de formatura, mas poucos foram os que conseguiram satisfação nos telefones e nas redes sociais da Realize Agência de Formaturas. Ao O POVO Online, a empresa limitou-se a reforçar o que haviam declarado em email aos formandos e afirmar que ficará à "disposição da Justiça". "Não somos golpistas nem criminosos", afirmou a empresa em mensagem por WhatsApp. "Todos os formandos receberão as fotos por email em alta resolução. E as placas também serão entregues à medida do possível", respondeu a empresa a um dos formandos, também por WhatsApp.

 

No email comunicando a falência, a empresa aponta uma "alta inadimplência" causada pela "crise financeira que atinge o País", somada à "dura concorrência" no setor. "Na medida do possível, tentaremos encontrar soluções para a entrega do material fotográfico", continuava o texto.


O assessor jurídico do Decon Ismael Braz afirma que a empresa será notificada e terá 10 dias para se manifestar. Caso o processo administrativo não solucione a situação, com a execução dos contratos ou a devolução do dinheiro pago, uma ação civil pública poderá ser movida, explica Ismael. A multa prevista para casos do tipo varia de 200 a 3 milhões de Unidades Fiscais de Referência do Ceará (Ufirce) — uma unidade, em 2016, equivale a R$ 3,69417.

 

Uma das prejudicadas, a estudante de Serviço Social na Fametro Wanessa Brandão conta que, segundo os funcionários da empresa, houve expediente normal nessa terça-feira, 8, e que, somente no fim do dia, a falência foi comunicada, com a orientação de que fossem procurar a Justiça. A outros universitários, os funcionários contaram também estar surpresos com o fim da empresa. Segundo o relato, há três meses os salários não são depositados.


Helano Lima, estudante de Farmácia na Universidade Federal do Ceará (UFC), foi um dos estudantes a ir na DFF. Ele conta que vários comunicados da empresa forma anexados ao boletim de ocorrência, dentre eles, um de outubro em que a empresa informava o cancelamento de uma festa por débito. A turma de Helano havia pago R$ 100 mil reais pelo baile de formatura. Uma ação civil será movida contra os dois proprietários da empresa, já que a empresa está descaracterizada, afirma Helano. Segundo o delegado Jaime de Paula Pessoa, titular da DFF, o inquérito polcial apurará a suspeita de estelionato.

 

Redação O POVO Online

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