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Fortaleza
Em dez dias

Trecho da Santos Dumont interditado desde 2014 terá trânsito liberado

A interdição do trecho da via se deu devido as obras para a Linha Leste do Metrofor, paralisadas desde o início de 2015. A Seinfra afirma que o prazo para liberação será em dez dias

21:00 | 30/11/2016
Vista aérea das obras paradas. Foto: Tatiana Fortes
 
Interditado desde agosto de 2014, o trecho da avenida Santos Dumont em frente ao Colégio Militar, no Centro de Fortaleza,, terá tráfego liberado. Conforme a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), "os trabalhos de limpeza da área e de reparação do pavimento já começaram e devem ser concluídos em até 10 dias". 

A via, naquele ponto, teve o trânsito interrompido devido às obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) que estão paralisadas, esperando, segundo assessoria da Seinfra, a anuência do Tribunal de Contas da União (TCU). Quando pronta Linha Leste terá 13 km de extensão e ligará o Centro ao bairro Edson Queiroz. 

Segundo a Seinfra, por meio de nota à imprensa, a previsão é que o tráfego no local seja normalizado na Santos Dumont, sentido Centro-Praia e na ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioly. "O acesso ao Colégio Militar e estádio Eudoro Correa também será restaurado. O canteiro de obra da estação Colégio Militar da Linha Leste do Metrofor ficará restrito à praça em frente à Igreja do Cristo Rei", explica.
 
A nota ressalta que o processo para liberação "não aconteceu no âmbito judicial e é fruto de um acordo com o Exército (Brasileiro) e a comunidade". As obras estão sendo feitas com apoio do Departamento de Estradas e Rodovias (DER).


Histórico

As obras da Linha Leste foram iniciadas novembro de 2013. Em agosto de 2014, o trecho na Santos Dumont foi interditado e receberia em março de 2015 o início da operação da tuneladora — o famoso “tatuzão”. As obras foram paralisadas no inicío de 2015. Em julho, O POVO visitou as obras e relatou o estado de abandono, com estruturas enferrujadas e entulhos acumulados, em frente ao colégio. A situação tem persistido.
 
Comandada inicialmente por um consórcio, o Cetenco-Acciona, as obras tiveram de se adequar a legislação brasileira depois que Centenco desistiu de continuar tocando o empreendimento. Denominado Consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza, o consórcio agora é formado pela empresa espanhola Acciona e a Construtora Marquise. Em agosto deste ano, o TCU referendou o novo consórcio. 
 
"No momento, a Seinfra está realizando o replanejamento para a retomada da obra, com novo cronograma e prazos", aponta a nota. O fluxo financeiro também está em discussão com o Ministério das Cidades e o novo consórcio deve elaborar o inventário de cada trecho da obra para avaliação de possíveis danos. "Só após a realização desses procedimentos, a Seinfra expedirá a ordem de serviço para retomada dos trabalhos".
Redação O POVO Online