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Testemunhas e sobrevivente de chacina da Grande Messejana são ouvidos; esposas de PMs protestam

Além das dez pessoas, tiveram acesso à audiência advogados, promotores e o Comando da Polícia Militar

17:15 | 04/11/2016
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Atualizada às 17h19min de 09/11/2016

Oito testemunhas e um sobrevivente da Chacina da Grande Messejana foram ouvidos na manhã desta sexta-feira, 4, na segunda audiência sobre o caso, realizada no Fórum Clóvis Beviláqua, no bairro Edson Queiroz. Os depoimentos, assim como na primeira sessão, foram colhidos à portas fechadas. Do lado de fora, esposas de policiais protestaram contra as prisões, em ato que percorreu a avenida Washington Soares.

Além das dez pessoas, tiveram acesso à audiência advogados, promotores e o Comando da Polícia Militar, bem como pessoas autorizadas pelo colegiado dos juízes. A próxima audiência ainda não tem data definida, mas a expectativa é que mais dez testemunhas prestem depoimentos.

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Na primeira audiência sobre o caso, um sobrevivente confirmou que a chacina aconteceu da forma apontada pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD) dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará e denunciada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). As vítimas informaram ainda que não poderiam fazer identificação visual dos autores dos crimes porque eles estavam encapuzados. Naquela madrugada do dia 12 de novembro de 2015, 11 pessoas foram mortas.

[SAIBAMAIS] Ato
Cerca de 100 pessoas participaram do protesto em favor dos policias presos acusados pela matança. Um carro de som, que acompanhou a passeata na avenida, entoava frases como: "policiais de bo conduta estão presos por achismos" e "existem 44 pais de família presos, longe de seus filhos, apenas por terem escolhido defender a sociedade".

 

Redação O POVO Online com informações do repórter Thiago Paiva

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