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Após 12 anos, tenente da PM acusado de matar delegado será julgado

Jorge Ferreira Mendes, na época com 55 anos, foi morto durante uma discussão em festa de forró, na madrugada do dia 4 de julho de 2004, em Jaguaribe. Na época, o tenente Georges Aubert dos Santos Freitas foi indiciado junto com mais dois cabos e dois soldados

15:15 | 14/11/2016
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Doze anos depois do assassinato do delegado da Polícia Civil Jorge Ferreira Mendes, o policial militar acusado pelo crime, tenente Georges Aubert dos Santos Freitas, está sendo julgado na 2ª Vara do Júri. A sessão teve início às 13h30min desta segunda-feira, 14, no Fórum Clóvis Beviláqua, e a previsão é que o julgamento se estenda pela noite.

Jorge Ferreira, na época com 55 anos, foi morto durante uma discussão em festa de forró, na madrugada do dia 4 de julho de 2004, em Jaguaribe. O crime ocorreu em um parque de vaquejada localizado na BR-116, segundo informações da Polícia Civil.

Jorge estava de folga e foi atingido em troca de tiros com o tenente Georges Aubert, que estava de serviço e também foi baleado. Houve tumulto e correria. O delegado levou três tiros, e mais duas pessoas que estavam na mesa do delegado ficaram feridas.

No ano do crime, Georges tinha 26 anos e era lotado na 3ª Companhia do 1º Batalhão de PM (Jaguaribe). O delegado era titular da Delegacia dos Crimes Contra a Fé Pública, em Fortaleza.

Um mês após o crime, a investigação policial concluiu que o assassinato foi premeditado, e o tenente foi indiciado com mais quatro PMs - dois cabos e dois soldados.

O inquérito foi presidido pelo delegado Luís Carlos Dantas, que na época ouviu 40 testemunhas entre policiais militares, médicos e enfermeiros do hospital de Jaguaribe, além de pessoas que estavam na festa e presenciaram a discussão. Ele chegou a divulgar que a vítima já havia denunciado o PM à Corregedoria por abuso de autoridade contra moradores.

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Georges entrou na PM em 2000 e agora está lotado como 2º tenente na 1ª Cia. do 2º Batalhão de PM (Juazeiro do Norte). A PM informou que, atualmente, ele está de licença para um tratamento de saúde.

Em 23 de julho de 2004, O POVO publicou matéria sobre a relação conflituosa entre o tenente Georges Aubert e o delegado Jorge Ferreira. O motivo das desavenças teria sido a prisão de um amigo do delegado efetuada pelo tenente.

O delegado havia denunciado que o amigo foi "ilegalmente preso, espancado, pisoteado e torturado". Já o tenente contestou na época, afirmando que a prisão havia sido realizada em uma confusão ocasionada por uma "bebedeira".

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