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Pais fazem abaixo-assinado contra fechamento do colégio Kerigma

Documento ressalta a importante atuação da instituição de ensino na inclusão de crianças com necessidades específicas

18:52 | 03/10/2016


"Eu pergunto sobre a mensalidade, o horário, as vagas e, no final, quando eu digo que é uma criança que precisa de inclusão, o cenário muda totalmente". O depoimento é da recepcionista Josiele Martins Barbosa, mãe da Nina, 5, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela conta que já foi a seis escolas no último mês, desde que soube que o colégio onde a Nina estuda, o Kerigma, encerrará suas atividades. A resposta é sempre negativa.

Um abaixo-assinado eletrônico apela à direção da Fundação Batista Central, mantenedora da instituição de ensino, para que suspenda por um ano a decisão de fechar o local. Uma das principais justificativas  é a atuação na inclusão de crianças, o que tem "transformado muitas famílias", cita o documento.

Essa transformação é exemplificada por Josiele. "Fui à festa de aniversário de uma coleguinha da Nina, da escola. Nessas festas eu sempre fico perto dela o tempo todo, incentivando a aproximação com colegas, vendo se ela se chateia e as outras crianças não a entendem. Mas quando uma amiga a pegou pela mão e eu a vi brincando, soube que os coleguinhas cuidavam bem dela, sabiam da rotina dela... e isso foi conseguido na escola".

O servidor público Wanderson Moreira Brito é pai de um dos alunos do Kerigma e ressalta a função social que o colégio desempenha. "Nós pédimos para que eles tentem lutar contra essa crise financeira, que a gente debate novas ideias. O impacto dessa decisão em muitas famílias é enorme", considera. 
 
JUSTIFICATIVAS

No site da escola, uma nota especifica os motivos para a decisão. Os desafios expostos são: déficit orçamentário recorrente e necessidade de novos aportes financeiros;índices de inadimplência que repercutem no fluxo de caixa;necessidade de contínuos investimentos para novas adequações legais;crescente demanda por gestão e recursos nos projetos sociais. 

"Não abriremos mão de nossos valores e crenças para permanecer no mercado de educação. Não queremos dizer com isso que estamos certos e que o mercado está errado, apenas que não concordamos com práticas que poderiam contribuir com a viabilidade da escola, como a maior redução do número de funcionários, por exemplo", trancreve parte da nota. 

O POVO tentou entrar em contato com o diretor- presidente da Fundação Batista Central, mas não obteve êxito. O abaixo-assinado está disponível no endereço: https://www.change.org/p/salvem-o-colégio-kerigma 
 
 
Redação O POVO Online 
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