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Governo alega dificuldade financeira para conceder aumento dos policiais civis

A audiência de conciliação entre os representantes do Governo e o Sinpol terminou sem acordo

21:39 | 04/10/2016

Durante a audiência de conciliação entre os representantes do Governo do Estado e do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol-CE), o chefe do gabinete do Estado, Élcio Batista, alegou dificuldades financeiras para conceder o aumento aos funcionários, tendo em vista a crise econômica que afeta o País, conforme divulgou o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE).   

Conforme o TJCE, a audiência terminou sem acordo e o desembargador Luiz Evaldo concedeu prazo de cinco dias para que o Sinpol apresente contestação sobre a suspensão da greve, proferida por meio de liminar no dia 27 de setembro.  

O Sinpol não aceitou o prazo de 30 dias para acordo, opinado pelo procurador-geral de Justiça, Plácido Barroso Rios. A Controladora dos Órgão de Disciplina, Socorro França, sugeriu que o Governo apresentasse uma proposta até o final do mês de outubro, de forma amigável e extra-autos, mas o Sinpol pediu que a proposta fosse imediata.    

Greve 

 No sábado, 24, houve uma assembleia geral na sede do Sinpol, Centro, onde foi defininida a greve. Três dias depois, o desembargador Luiz Evaldo Gonçalves Leite determinou o encerramento da greve e definiu multas diárias de R4 3 mil para os dirigentes do sindicato e de R$ 800 para os policiais civis que não cumprirem a determinação.  

Na quarta-feira, 28, o Sinpol promoveu uma nova assembleia, desta vez, para informar aos policiais civis que a partir da s 8 horas da sexta-feira, 29, a categoria deveria voltar ao trabalho normal. Na ocasião, o presidente do sindicato, Francisco Lucas, falou da importância da audiência desta terça-feira, 4, em que teria a chance de avançar na negociação e sair com uma proposta. Alguns policiais se colocaram contra a decisão do sindicato, de cumprir a determinação judicial.  

Negociações   

Na última assembleia, do dia 28,  o presidente do Sinpol destacou que um dos principais objetivos do sindicato é conseguir a retirada dos xadrezes de dentro das delegacias, mas que até agora só recebeu propostas para esvaziar os presos das unidades. No entanto, ele relata que a iniciativa de transferência dos presos para unidades da Sejus já foi tomada anteriormente, mas devido o colapso no sistema penitenciário, as delegacias voltam a receber detentos e os policiais civis são obrigados a fazer a cautela desses internos.  

Sobre a negociação salarial, o presidente destacou que a categoria não aceita ganhar o mesmo salário que um soldado da Polícia Militar, pois no concurso público é exigido o ensino superior. Ainda destacou, na reunião, que, apesar das negociações permanecerem atreladas a da PMCE, houve uma negociação paralela em que os sindicatos e associações não foram chamados. Essa ação definiria parte da média do Nordeste, prometida pelo governador Camilo Santana 

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