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Policiais civis permanecem em greve e promovem protesto no Meireles

Apesar de a Justiça ter decretado a ilegalidade da greve, a vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-Ce), Ana Paula Cavalcante, disse que a associação ainda não foi notificada, portanto, a paralisação continua

10:03 | 28/09/2016

Atualizada às 12h21min

Policiais civis seguem o movimento grevista e realizaram um protesto em frente ao 2º Distrito Policial (DP), na rua Costa Barros, Meireles, na manhã desta quarta-feira, 28. Apesar de a Justiça ter decretado a ilegalidade da greve, a vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-Ce), Ana Paula Cavalcante, disse que a associação ainda não foi notificada, portanto, a paralisação continua.

Cerca de 300 policiais civis participaram do protesto. Os manifestantes chegaram a bloquear a via Costa Barros durante o ato, que teve início às 8h e terminou por volta das 11h40min. De acordo com a vice-presidente do Sinpol, uma nova assembleia será convocada quando o Sindicato for notificado pela Justiça sobre a ilegalidade da greve.

"Não fomos formalmente notificados. Ainda estamos em greve. Uma vez citados, vamos convocar a categoria para deliberar", comentou Ana Paula Cavalcante.
 

Reivindicações
A categoria defende a diminuição da diferença salarial entre os inspetores e escrivães, que ganham o equivalente a 20% do salário dos delegados. De acordo com o Sinpol, o valor percentual ideal deveria girar em torno de 60%. Além disso, os profissionais pedem o aumento do efetivo e a proibição dos desvios de função.


De acordo com o Sindicato, as negociações aconteciam de forma coletiva com a Polícia Militar e a Perícia Forense, mas o Governo do Estado fechou a negociação apenas com a PM.


A Secretaria da Segurança Pública informou que, durante a paralisação, a categoria tem a obrigação legal de manter, pelo menos, 30% do efetivo atendendo às demandas da população. O diálogo com a categoria permanece aberto, e as solicitações estão sendo analisadas em conjunto com outras pastas do Governo, divulgou.

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