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Defensoria Pública repudia ação da PM na manifestação em Fortaleza

Órgão afirma que abrirá um procedimento na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado (CGD)

07:53 | 08/09/2016
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A Defensoria Pública do Ceará divulgou uma nota de repúdio ao clima de tensão causado pela ação da Polícia Militar (PM) nas manifestações realizadas no feriado desta quarta-feira, 7, em Juazeiro do Norte e, principalmente, em Fortaleza, quando houve confronto entre agentes de segurança de pública e manifestantes. O órgão afirma que abrirá um procedimento na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado (CGD), pedindo apuração dos fatos.

Segundo o órgão, membros do Grupo de Ações Integradas de Apoio aos Eventos Promovidos por Movimentos Sociais (GAI) acompanharam as manifestações no intuito de assegurar que não houvesse violação dos direitos. Defensores públicos relatam que a PM atuou de forma ostensiva aos manifestantes no ato na Praia de Iracema, em Fortaleza, quando a multidão já dispersava, presenciado tiros de bala de borracha, agressões, bombas de feitos moral e spray de pimenta.
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Conforme a Defensoria Pública, profissionais do órgão se apresentaram durante o tumulto e tentaram a mediação entre as partes. Uma defensora pública afirma que, mesmo após se identificar, foi empurrada e advertida a se afastar, e diz ter presenciado agressões a outras pessoas que estavam ao redor. Um boletim de ocorrência sobre esta abordagem foi aberto no 2º Distrito Policial (DP), em Fortaleza.


Em Juazeiro do Norte, o defensor público do GAI relatou na manhã clima de tensão, mas que houve mediação e que os eventos foram contornados, de forma pacífica.
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Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que, embora a manifestação em Fortaleza tenha transcorrido pacificamente, “cerca de 50 pessoas, provavelmente infiltradas, realizaram atos de vandalismo, pichando e quebrando fachadas”.


Ainda conforme a nota, na dispersão do ato, PMs “utilizaram munição menos letal para dispersar um grupo, após pedras terem sido atiradas em uma viatura” e que “possíveis excessos da PM serão devidamente apurados”.

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