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PMs acusados de chacina já estão todos presos no 5º BPM

Fontes da policia afirmam que todos os 44 policias militares que tiveram as prisões preventivas determinadas já teriam se apresentado no 5º BPM

17:50 | 31/08/2016
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Atualizada às 19 horas 

Os 44 policiais que tiveram as prisões preventivas decretadas por participação na Chacina da Grande Messejana já se apresentaram no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Conforme nota da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Polícia Militar do Estado do Ceará recebeu, da 1ª Vara do Júri, os 44 mandados de prisão preventiva de policiais militares acusados de participação nas mortes de onze pessoas na região da Grande Messejana, em novembro de 2015. "Os policiais apresentaram-se no 5º BPM, sede do Comando de Policiamento da Capital (CPC), onde funciona o presídio militar. Eles estão recolhidos à disposição da Justiça", afirma nota.

Durante toda a tarde, carros particulares entraram no Batalhão levando os policias acusados. Viaturas também chegaram com colchões. Outras pessoas, supostamente policiais à paisana, que se aglomeravam em frente ao prédio, também entraram. Além deles, familiares dos policiais estiveram presentes no Batalhão para prestar apoio aos PMs presos. A movimentação no 5º BPM é intensa.

Uma esposa de um dos policiais presos conversou com O POVO. Ela informou que os PMs foram recebidos pelo comandante geral, Geovani Pinheiro. A mulher que familiares estão tendo, neste primeiro momento, livre acesso aos acusados, para entregar mantimentos, e que os alonjamento estão equipados cada um com três camas do tipo beliche. A esposa relatou ainda que muitos advogados, além dos dez que fazem a defesa pela Associação dos Profissionais de Segurança (APS), estão no prédio e que houve um palestra, explicando como se dará o decorrer do processo.     

A prisão preventiva do grupo foi decretada nesta terça-feira, 30, pelo colegiado especial designado exclusivamente para este caso, que inclui o titular da 1ª Vara do Júri, e os juízes Bessa Neto, da 1ª Vara de Execuções Penais de Fortaleza, e Adriana Dantas, da Vara Única Privativa de Audiências de Custódia.

Redação O POVO Online 

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