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Rachadura no Castanhão deve ser fechada ainda em 2016, prevê Dnocs

Crea sugere que problema seja resolvido antes da quadra chuvosa, visto que poderia agravar situação

19:14 | 25/07/2016
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Os trabalhos de recuperação da fissura no açude Castanhão estão previstos para serem realizados ainda neste ano, conforme o Departamento Nacional de Obras Contra as (Dnocs). O órgão afirma que a licitação para contratação dos serviços está em fase de instrução na área técnica, setor de custo e orçamento. O Conselho Regional de Engenharia (Crea) divulgou laudo técnico nesta segunda-feira, 25, sobre o fissuramento, concluindo que o problema deve ser resolvido "imediatamente".

De acordo com o Dnocs, as intervenções vão durar aproximadamente dois meses e estão previstas para ocorrer antes da quadra chuvosa - de janeiro a abril de 2017. "Sobre a microfissura na parede da galeria de drenagem e outras existentes no concreto da barragem, são ocorrências normais / admissíveis em estruturas similares, já estão previstos os devidos reparos com monitoramento em projeto executivo no âmbito do PISF – Projeto de Integração do Rio São Francisco", disse o Dnocs por meio de nota.

Segundo a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), a pasta já havia detectado o problema e indicado ao Departamento Nacional de Obras Contra as (Dnocs) a necessidade da realização de obras para corrigir o problema, inclusive com a possibilidade de dispensa de licitação para que os serviços sejam realizados antes da próxima quadra chuvosa (quando poderá haver recarga no manancial e dificultar as obras). O órgão informou que está disposto a contribuir financeiramente para a realização dos serviços de reparo por meio da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

O fissuramento no Castanhão permanece sem reparo após quase dois anos de sua identificação, em agosto de 2014. Em janeiro deste ano, O POVO Online noticiou sobre a situação no manancial, que tinha previsão para ser concluído em fevereiro ou no início de março.

Laudo do Crea

O levantamento do Crea classifica o fissuramento no açude Castanhão, de escala de 0 a 4, no nível de perigo 1, que não compromete a segurança da barragem a curto prazo, porém o reparo deve ser realizado de imediato.

Segundo o Crea, o atual período é o mais propício para a execução dos serviços de recuperação na barragem. "Lembrando que de acordo com as atuais previsões meteorológicas, o ano de 2017 contará com chuvas acima da média, o que impediria o reparo do fissuramento com seu consequente agravamento", diz o Crea em trecho da conclusão do relatório.

 

Redação O POVO Online

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