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Nova droga apreendida não necessariamente induz ao canibalismo, diz psiquiatra

Foram apreendidas 90 gramas de metilona em operação da Polícia Civil. O entorpecente tem como princípio ativo do ecstasy

16:42 | 05/07/2016
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Uma droga sintética que supostamente induz ao canibalismo foi apreendida pela primeira vez no Ceará no último sábado, 2. Chamado de metilona, o entorpecente tem como princípio ativo o ecstasy e tem alto poder alucinógeno. Mas conforme o médico psiquiatra Valmir Silveira, em entrevista à Radio O POVO CBN (FM 95.5 AM 1010), droga nenhuma induz a comportamentos específicos. 
 
Para o médico, a criação de "mitos" contribui para o preconceito em torno dos usuários. "Esses mitos que se criam em torno de histórias exageradas ou fatos absurdos como este não ajudam na compreensão do fenômeno das drogas", diz. Silveira explica que existem três tipos principais de drogas: depressoras, estimulantes e perturbadoras do sistema nervoso central. A metilona faz parte do último tipo. 

"Essa droga causa alteração da percepção dos sentidos. Pode ter alucinações, ou uma sensação de que o tempo está passando de modo diferente, mais rápido, mas não induz um comportamento necessariamente", continua. "O que pode acontecer é que a pessoa já tenha alguma tendência e, com o uso da droga, essa tendência pode ser desinibida". Ele reitera que o comportamento não é efeito direto da droga.
 
 
A metilona foi apreendida em operação da Polícia Civil. Foram apreendidas 90 gramas nova substância, considerada mais forte que a MDMA, entorpecente com princípio ativo do ecstasy. As informações foram divulgadas à imprensa ontem na sede da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD).  
Redação O POVO Online
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