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Motoristas promovem paralisação na Praça da Estação

Ônibus com pneus esvaziados bloqueiam vias ao redor da praça. Protesto deve ir ate as 11 horas. Manifestação faz parte da campanha por reajuste salarial da categoria

09:50 | 07/07/2016
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Motoristas e cobradores de ônibus do transporte público urbano de Fortaleza paralisaram as atividades, na manhã desta quinta-feira, 7, e promovem manifestação na Praça da Estação, no Centro. O protesto interdita a entrada e saída dos ônibus do terminal aberto localizado na praça. A paralisação começou por volta das 7h30min e deve ir até as 11 horas.

A manifestação faz parte de campanha por reajuste salarial da categoria. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará (Sintro) pede reajuste de 18%. O pedido é classificado como "irreal" pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), conforme afirmou o presidente do sindicato patronal à coluna Vertical. O Sindiônibus oferece reajuste de 4%, aquém da inflação, que em maio chegou a 9,53%, reclama o Sintro.

 

%2b Veja galeria de fotos do protesto


Na manifestação desta quinta, ônibus com pneus secos são utilizados para bloquear vias ao redor da Praça da Estação. O resultado é um congestionamento quilométrico na região. Presidente do Sintro, Domingos Neto afirma não haver orientação do sindicato para secar os pneus. Ele acredita que tais atitudes são causadas por "pessoas que se engajam no movimento talvez para prejudicá-lo".

Por volta das 9h20min, houve um princípio de confusão entre manifestantes e agentes de trânsito, que buscam liberar, pelo menos, uma das faixas da rua Castro e Silva — que está bloqueada totalmente pelos ônibus. Houve bate-boca e nenhum acordo foi firmado.


Saiba Mais
Motoristas e cobradores aprovaram estado de greve no último sábado, 2, após seis rodadas de negociação sem acordo mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Um nova reunião entre as partes está marcada para terça-feira, 12.

O Sintro promete realizar novas paralisações a fim de pressionar um acordo. Além do reajuste, outras quatro cláusulas são discutidas: aumento da cesta básica, do vale-refeição, redução da jornada de trabalho e oferta de mais segurança.

Redação O POVO Online, com informações da repórter Germana Pinheiro
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