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Hemoce promove ato de conscietização sobre anemia falciforme

A doença foi reconhecida pela ONU em 2008 como um problema de saúde pública

22:03 | 17/06/2016
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Próximo do Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, 19 de Junho, pacientes e profissionais promoveram nesta sexta-feira, 17, um ato de alerta ao problema em frente à sede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce).

A anemia falciforme é uma doença genética, transmitida hereditariamente que deforma os glóbulos vermelhos do sangue, mudando seu formato arredondado para um semelhante a uma foice.

Chegada ao Brasil provavelmente vinda da África no período da escravidão, a doença teve seu início a partir de uma mutação genética que modificava a hemácia, deformando-a. O formato de foice que adquiriram, apesar de salvar a vítima da malária, torna a circulação do sangue mais difícil, causando a anemia falciforme. O gene que provoca a doença é recessivo, logo, a pessoa apenas manifesta o problema caso ambos os pais possuam o traço falciforme.

A doença pode ser detectada no teste do pezinho, entretanto, alguns pacientes ainda recebem o diagnóstico tardio. Nos adultos, pode ser feito um exame chamado eletroforese de hemoglobina. Infecções, necroses, crises de dor forte, úlceras, icterícia, além dos sintomas já comuns ao paciente com anemia tornam necessário que a doença seja detectada o mais cedo possível, para que logo seja iniciado o tratamento. Aqueles que possuem a anemia falciforme precisam de medicamentos analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios, além de ácido fólico e a hidroxiureia, e ainda extrema hidratação e hábitos alimentares regrados.

Dentre os pacientes presentes no ato, estava a funcionária pública Ciuda Pereira, 32 anos, que recebeu o diagnóstico da doença com apenas sete meses de vida. Durante a jornada lidando com o problema genético, precisou retirar o baço e a cabeça do fêmur, além de ter desenvolvido outras lesões. Ela afirma que desde que começou o tratamento com a hidroxiureia, teve uma “melhora de quase 90%, principalmente das dores”.

Maria Elita Morais, de 26 anos, estava com a filha, Maria Elisa, de um ano e quatro meses, no ato. Ela relata que descobriu ter anemia falciforme apenas aos dez anos de idade, e começou o tratamento em 2009, quando se mudou de Viçosa do Ceará para Fortaleza. Maria Elisa, a filha, possui somente o traço da doença.

O médico coordenador do ambulatório de doenças falciformes, Osanildo Nascimento, acredita na importância do ato para esclarecer a gravidade de uma doença que é “pouco conhecida, até mesmo por profissionais da saúde”. Até os 18 anos, as pessoas que detectarem a doença podem buscar ajuda na Associação Cearense das Pessoas com Doença Falciforme (Acefal), mas após essa idade, são encaminhadas ao Hemoce para continuidade do tratamento.

Serviço - Hemoce

Endereço: Av. José Bastos, 3390 - Rodolfo Teófilo
Telefone: (85) 31012310

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