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'PM e Corpo de Bombeiros não devem entrar em greve este ano', garantiu presidente de associação

Segundo o presidente da Associação dos Profissionais da Segurança do Ceará (APS), o sargento do Reginauro Sousa, o governador convocou uma reunião entre representantes dos profissionais da segurança para discutir proposta de reajuste

18:51 | 28/05/2016
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Os profissionais da Polícia Militar do Ceará e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) não devem entrar em greve este ano. Foi o que garantiu o presidente da Associação dos Profissionais da Segurança do Ceará (APS), o sargento do Reginauro Sousa, em assembleia realizada na tarde deste sábado (28). O encontro, realizado em um colégio do Centro de Fortaleza, teve o intuito de discutir a proposta de reajuste que deve ser levado ao governador Camilo Santana (PT).

“Governador anunciou essa semana a criação de uma comissão mista para discutir esta proposta de reajuste salarial”, informa Sousa. Com o comitê, que deve ser presidida pelo titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, Delci Teixeira, devem ser discutidas as propostas dos profissionais. “A partir desses encontros, nós vamos apresentar a nossa proposta de reajuste para a categoria. Mas não há risco de paralisação”, garantiu Reginauro Sousa.

A proposta que deve ser levada pelos profissionais da segurança segue o escalonamento: isso significa que o salário das patentes militares é uma porcentagem do cargo com o salário imediatamente acima. O salário mais alto é o do delegado geral (R$ 20 mil). Isso significa que o coronel, por exemplo, deve receber mensalmente R$ 15 mil (95%). Já o tenente-coronel (90%), de R$ 13.500. Isso segue até a menor patente, que é a do soldado, que teria 28% do valor do cabo e teria rendimento de R$ 4.200.

A reunião do comitê ainda não tem data para ser realizada. O deputado estadual Capitão Wagner Sousa (PR) participou da assembleia e disse que a proposta é construir uma pauta que contemple todos os cargos dos militares. “Foi proposta pelo governador em campanha e reafirmada já durante o mandato. A esperança é que a gente tenha o compromisso do governador com a pauta, que é importante para a categoria", conta.

Proposta de Escalonamento:
Delegado Geral - R$ 20 mil;
Tenente-coronel - R$ 13.500 (90%)
Major - 90%
Major - R$ 12.750 (85%)
Capitão - R$ 12 mil (80%)
1o Tenente - R$ 11.250 (75%)
2o Tenente - R$10.500 (70%)
Sargento - R$ 8.250 (55%)
1o Sargento - R$ 7.500 (50%)
2o Sargento - R$ 6.750 (45%)
3o Sargento - R$ 6 mil (40%)
Cabo - R$ 4.800 (32%)
Soldado - R$ 4.200 (28%)
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