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Mudança na CGU impacta diretamente na fiscalização exercida pelo órgão, diz Luiz Menescal

Ex-chefe da CGU diz que mudança sinaliza fragilização do órgão e do papel que os servidores devem desempenhar. A Medida Provisória foi editada pelo presidente em exercício, Michel Temer

14:23 | 18/05/2016

A Controladoria-Geral da União (CGU), até então ligada à Presidência da República, passou a integrar o novo Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle. A mudança provocou críticas de servidores do órgão e dúvidas sobre o alcance do órgão. Luiz Menescal, ex-chefe da CGU regional do Ceará, falou sobre o assunto em entrevista à Rádio O POVO CBN, no programa "O Povo na Rádio", nesta quarta-feira, 18.

Segundo Menescal, a CGU possuía status superior aos demais ministérios e entidades da administração pública fiscalizadas. ''Com a mudança, vamos ter que fiscalizar e cobrar quem está no mesmo nível. Nós não conseguimos entender como é que uma proposta de fortalecimento pode passar por um primeiro gesto que é justamente a destruição da identidade do órgão", critica.

O ex-chefe da CGU diz que a medida sinaliza fragilização do órgão e do papel que os servidores devem desempenhar. "Nós fazemos a fiscalização de todos os recursos públicos do poder executivo federal, tanto da administração direta, quanto da administração indireta, inclusive das empresas estatais. Dá pra imaginar a dimensão desse trabalho, não é um trabalho fácil e que nos coloque nas graças do universo político. Estamos constantemente sofrendo ameaças. Nossa principal pauta é a constitucionalização do órgão", explica Menescal.

O ministro de Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, por outro lado, defende que a troca de nome de sua pasta não altera as funções do órgão. Menescal diz que o Brasil ''tem algumas caixas pretas que precisam ser abertas'', tais como o BNDES.

%2b Ouça a entrevista completa com Luiz Menescal

 

Redação O POVO Online

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